segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

TRABALHO INVISÍVEL

 

Mulheres esgotadas e desvalorizadas: esse é o cenário apresentado por diversas pesquisas que tentam medir o custo e o valor social da chamada economia do cuidado. O termo, que ganhou repercussão nas últimas semanas por ser tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano, se refere às atividades de afazeres domésticos e cuidado com pessoas, e diz respeito tanto ao trabalho profissional de empregadas domésticas e babás, como às duplas e triplas jornadas de mulheres que precisam dar conta do serviço fora e dentro de casa. "Outro nome que damos para isso é trabalho reprodutivo, que é gerar, mas também cuidar, criar, trazer valores, socializar indivíduos, e, historicamente, as mulheres são responsáveis por ele. Estamos falando sobre uma das mais vitais instituições da sociedade, sem esse trabalho realizado no âmbito doméstico, não há trabalho produtivo", explica Camila Galetti, doutoranda em sociologia pela Universidade de Brasília (UnB) e pesquisadora em teoria feminista. Disponível em: <https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/trabalho-e-formacao/2023/11/6655876-economia-do-cuidado-quanto-vale-o-trabalho-invisivel-das-mulheres.html>. Acesso em: 27 nov. 2023.


Qual é o termo que ganhou destaque recentemente por ser tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano e se refere às atividades de afazeres domésticos e cuidado com pessoas?


A) Economia do compartilhamento

B) Economia solidária

C) Economia do cuidado

D) Economia criativa

E) Economia colaborativa

quinta-feira, 30 de novembro de 2023

APOROFOBIA

 

A palavra aporofobia significa aversão, medo, desprezo ou rejeição aos pobres. De origem grega, é um neologismo e deriva da junção das palavras á-poros (pobres) e fobos (medo) – é a mesma lógica de outros preconceitos, como homofobia ou islamofobia. O termo foi criado por volta dos anos 1990 pela escritora e filósofa espanhola Adela Cortina - explicou que a aporofobia sempre existiu e está nas “entranhas do ser humano”. Isso porque, para ela, o problema é biocultural. A origem biológica se explica pela tendência humana, comprovada pela antropologia evolutiva, de priorizar as relações e pessoas que nos ofereçam algo em troca. Quem não tem nada a oferecer em termos práticos – como seria o caso da população em situação de rua, por exemplo – é instintivamente deixado de lado. É claro que essa tendência não é imutável: ela pode, de acordo com a filósofa, ser reforçada ou deixada de lado pela cultura. O problema é que vivemos em uma sociedade cujos valores promovem, mais do que nunca, a rejeição aos pobres.


De acordo com o texto, o que significa aporofobia e qual é a explicação dada pela filósofa Adela Cortina para a existência desse fenômeno?


A) Aporofobia significa aversão aos pobres, e Adela Cortina explica que sua origem está na biologia humana, na tendência de priorizar relações que ofereçam algo em troca.

B) Aporofobia significa medo dos pobres, e Adela Cortina explica que sua origem está na cultura humana, na tendência de priorizar relações que ofereçam algo em troca.

C) Aporofobia significa desprezo aos pobres, e Adela Cortina explica que sua origem está na antropologia evolutiva, na tendência de priorizar relações que ofereçam algo em troca.

D) Aporofobia significa rejeição aos pobres, e Adela Cortina explica que sua origem está na biocultura humana, na tendência de priorizar relações que ofereçam algo em troca.

E) Aporofobia significa aversão aos pobres, e Adela Cortina explica que sua origem está na biologia humana, na tendência de priorizar relações que não ofereçam nada em troca.

CONSUMISMO

 

Consumismo é consumir mais do que precisamos, consumir para construir uma identidade própria, consumir para mostrar um estado socioeconômico, consumir pelo tédio, consumir para aplacar a ansiedade, consumir procurando uma felicidade que nunca chega. Ao consumo são atribuídas uma série de vantagens que ele na verdade não tem, mas o consumismo continua sendo encorajado, já que é o combustível principal do atual sistema econômico. O shopping, cheio de luzes chamativas e cores, de tentações inescapáveis e de emoções plastificadas, poderia muito bem ser uma imagem icônica de uma sociedade que se dirige despreocupadamente ao abismo.” Disponível em: https://brasil.elpais.com/cultura/2021-10-08/consumir-procurando-uma-felicidade-que-nunca-chega-como-compramos-para-construir-nossa-identidade.html. Acesso em: 27 nov. 2023.


Segundo o texto, é correto afirmar que:


A) O consumismo é criticado por proporcionar vantagens reais, mas é encorajado devido às tentações inescapáveis nos shoppings.

B) O consumo excessivo é condenado por trazer felicidade, apesar das emoções plastificadas dos shoppings.

C) O texto elogia o consumismo por ser o combustível principal do atual sistema econômico, apesar de não oferecer as vantagens atribuídas a ele.

D) O consumismo é um meio de construir identidade e mostrar status, sendo incentivado pelas cores chamativas nos shoppings.

E) O consumo em busca de uma felicidade real chega é elogiada.

TRIBOS URBANAS

 

Se o conceito de tribo envolve a ideia de grupo, portanto, de segregação, hoje a tendência é a mistura. A sexta-feira na Belo Horizonte de 2018 reflete um momento social de interação entre grupos com gostos mais ou menos distintos. Pós-doutor em ciências sociais pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e fundador do Observatório da Juventude da UFMG, o professor Juarez Dayrell é enfático ao dizer que a palavra “tribo” vem mesmo sendo problematizada. “Primeiro, porque é associado a algo homogêneo e a uma cultura própria, totalmente diferente de outras. Hoje, isso não reflete a realidade da juventude. Uma possível substituição seria trocá-la por ‘coletivos’”, afirma o especialista, ressaltando que a juventude atual é muito dinâmica. “Hoje, há fluidez entre as fronteiras. Os jovens podem ser rappers, e, ao mesmo tempo, ir a um baile funk e participar de um coletivo negro. As coisas estão mais diluídas, e isso não significa que as culturas juvenis não estejam presentes”, explica Juarez Dayrell.”Disponível em: https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2018/09/03/interna_gerais,985537/a-era-dos-roles-antigas-tribos-urbanas-rompem-barreiras-e-se-misturam.shtml. Acesso em: 27 nov. 2023.


De acordo com o texto, qual é a crítica ao uso da expressão "tribo" para descrever grupos sociais atualmente, e qual termo é sugerido como uma possível substituição?


A) A crítica é que "tribo" não reflete a realidade da juventude, que é dinâmica; como substituição, sugere-se usar "coletivos".

B) A expressão "tribo" é criticada por não incluir culturas juvenis; como substituição, propõe-se "grupos sociais".

C) A crítica é que "tribo" promove segregação entre grupos; como alternativa, sugere-se o termo "comunidades".

D) A expressão "tribo" é criticada por ser associada a algo homogêneo; como substituição, sugere-se "grupos heterogêneos".

E) A crítica é que "tribo" sugere homogeneidade, enquanto a juventude é dinâmica; como alternativa, propõe-se o termo "coletividades".


TRIBOS URBANAS


A expressão “tribo urbana” foi criada pelo sociólogo francês Michel Maffesoli, em 1985, para nomear grupos que muito antes disso já compartilhavam hábitos, valores culturais, estilos musicais e ideologias políticas. O termo ganhou força depois da publicação do livro O tempo das tribos: O declínio do individualismo nas sociedades de massa. Segundo Maffesoli, o fenômeno se constitui nas “diversas redes, grupos de afinidades e de interesse, laços de vizinhança que estruturam nossas megalópoles”. A historiadora Regina Alves da Silva, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explica que na capital mineira não foi diferente: “Tudo começou com as turmas de bairros e de escolas. Como ainda não havia internet, as pessoas se agrupavam conforme o local onde moravam. As relações entre vizinhos eram muito mais próximas, assim como a rivalidade entre turmas de bairros”.” Disponível em: https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2018/09/03/interna_gerais,985537/a-era-dos-roles-antigas-tribos-urbanas-rompem-barreiras-e-se-misturam.shtml. Acesso em: 27 nov. 2023.


Com base no texto, qual é o significado da expressão "tribo urbana" e quem a criou?


A) A expressão foi criada por Regina Alves da Silva para descrever grupos de afinidades e interesses nas megalópoles.

B) A expressão foi criada por Michel Maffesoli em 1985 para nomear grupos que compartilham hábitos, valores culturais, estilos musicais e ideologias políticas.

C) A expressão surgiu com a popularização da internet e descreve grupos formados online com interesses culturais e políticos em comum.

D) A historiadora Regina Alves da Silva da UFMG introduziu o termo para descrever a rivalidade entre turmas de bairros em Belo Horizonte.

E) O sociólogo francês Michel Maffesoli criou a expressão para descrever grupos que compartilham hábitos, valores culturais e estilos musicais, mas não ideologias políticas.

MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA

 

[...] gostaria que o mês da consciência negra fosse todos os meses do ano porque esse é um debate que não acaba, que não se dá só num mês, que não morre. Provavelmente vamos passar as próximas décadas, os próximos séculos, ainda discutindo isso, porque a nossa desigualdade, infelizmente, é grande, é imensa, é legado de cinco séculos de colonialismo, é legado de quatro séculos de escravidão. E a gente não vai desconstruir isso do dia para a noite. Por isso essas datas e meses são importantes. Mas a gente deve pensar sobre isso todos os dias do ano. Não dá para ser diferente.” Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2023/11/16/autor-de-torto-arado-diz-que-ficcao-nos-coloca-no-lugar-do-outro-e-ajuda-a-compreender-a-sua-dor. Acesso em: 27 nov. 2023.


Segundo o texto, por que o autor expressa o desejo de que o mês da consciência negra fosse celebrado todos os meses do ano?


A) Para destacar a importância de manter a conscientização sobre a desigualdade racial de forma contínua.

B) Por acreditar que a desigualdade racial é um problema que só pode ser discutido durante o mês da consciência negra.

C) Para enfatizar a necessidade de resolver a desigualdade racial rapidamente.

D) Por considerar que a conscientização sobre a desigualdade racial só é relevante em determinados momentos.

E) Para questionar a eficácia das datas e meses específicos na promoção da igualdade racial.

TORTO ARADO

 

Em Torto Arado está essa questão: com o fim da escravidão, os ex-escravos não tiveram acesso à terra. É um debate que vem junto com o racismo estrutural...


Itamar Vieira Junior - Com certeza, foram quase quatro séculos de escravidão e temos pouco mais de um século de abolição. E uma abolição incompleta, porque não veio acompanhada das políticas públicas necessárias para inserir essas pessoas num espaço social igualitário. Então, a escravidão continua sendo um problema para o Brasil, até porque a gente reproduz práticas escravistas. Não por acaso a imprensa dá conta de pessoas resgatadas no campo e na cidade em situação de escravidão. Não são uma ou duas pessoas e tem ocorrido com frequência.” Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2023/11/16/autor-de-torto-arado-diz-que-ficcao-nos-coloca-no-lugar-do-outro-e-ajuda-a-compreender-a-sua-dor. Acesso em: 27 nov. 2023.


Com base no texto, qual é a questão levantada em relação ao fim da escravidão no Brasil?


A) A falta de acesso à terra pelos ex-escravos.

B) A abolição incompleta e a ausência de políticas públicas para inserção social.

C) O debate sobre o racismo estrutural.

D) A reprodução de práticas escravistas na sociedade brasileira.

E) A frequente ocorrência de resgates de pessoas em situação de escravidão no campo e na cidade.

quarta-feira, 29 de novembro de 2023

Meios de comunicação de massa, propaganda, consumismo

 (S23213PR) Observe a tirinha.



A tirinha retrata o papel dos meios de comunicação de massa. De acordo com a reflexão sugerida, é possível afirmar que

A) os meios de comunicação apresentam pequeno poder de influência sobre a cultura de um povo. O alcance das mídias é limitado, portanto, pouco interfere no estilo de vida das pessoas.

B) os meios de comunicação influenciam diretamente a cultura de um povo. A internet é o principal meio de propagação de ideias, valores e crenças, pois está acessível à totalidade da população.

C) os meios de comunicação influenciam diretamente a cultura de um povo. A mídia ajuda a propagar estilos de vida, gostos musicais, maneiras de vestir e até mesmo de pensar certos assuntos.

D) a televisão e o rádio figuram como os principais veículos de comunicação de massa. As propagandas, no entanto, alcançam de modo insignificante a população, gerando prejuízos para as emissoras.

E) a televisão e a internet figuram como os principais veículos de comunicação de massa. Seu poder de influência, no entanto, é limitado, pois a população tem consciência sobre os riscos do consumo desenfreado.

Prova PR, Consumismo

 (S23212PR) Leia o texto.


Um dos fatores que impulsionam o consumo descontrolado é a chamada obsolescência programada. Trata-se de uma estratégia dos produtores em desenvolver produtos que simplesmente param de funcionar ou se tornam obsoletos em um curto prazo de tempo. Assim, os consumidores são levados a adquirir versões mais novas do bem ou serviço em questão. Outro fator que influencia o crescimento do consumismo é a chamada Indústria Cultural, termo que foi criado na Escola de Frankfurt por Theodor Adorno e Max Horkheimer. Eles chegaram à conclusão de que a Indústria Cultural obtém lucro a partir da imposição de padrões de interesses. Dessa forma, criam-se padrões de comportamentos de consumo para atender à demanda de venda das empresas.

Disponível em: <https://www.politize.com.br/consumismo-o-que-e/>.Acesso em: 1 ago. 2023. Fragmentado. Adaptado.


Conforme o texto, há uma relação entre consumo exagerado e Indústria Cultural devido

A) ao estabelecimento de formas sustentáveis de satisfação de necessidades.

B) ao desenvolvimento de lógicas cooperativas no sistema capitalista.

C) à diversificação dos padrões de comportamento para o consumo.

D) à padronização de hábitos de consumo para obtenção de lucros.

E) à redução das imposições de interesses voltados às vendas.

PROVA PR

 (S23211PR) Leia o texto.


A Indústria Cultural pode ser definida como o conjunto de meios de comunicação, o cinema, o rádio, a televisão e as revistas, que formam um sistema poderoso para gerar lucros e, por serem mais acessíveis às massas, exercem um tipo de manipulação e controle social.


COSTA et al. Indústria Cultural: Revisando Adorno e Horkheimer. Movendo Idéias, Belém, v8, n.13, p.13-22, jun, 2003. Disponível em: <https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/praxis/467/211.pdf>. Acesso em: 1 ago. 2023. Fragmento. Adaptado.


Com base nesse texto, a Indústria Cultural pode ser definida como

A) um modo de valorização das expressões artísticas genuínas. É a produção da arte sem fins lucrativos.

B) uma forma de fazer arte em escala industrial. É a produção em massa da cultura com o objetivo de obtenção de lucro na sociedade capitalista.

C) uma forma de fazer arte mais acessível às massas. Representa a mercantilização da cultura, mas não influencia no comportamento dos indivíduos.

D) um modo de gerir os meios de comunicação para que todos os cidadãos possam acessar a arte. Representa a democratização dos veículos de comunicação.

E) uma forma de produzir arte em escala global, reunindo contribuições das mais diversas expressões culturais. É um modo de valorizar a cultura de diferentes países.

terça-feira, 28 de novembro de 2023

GOLPE OU REVOLUÇÃO?

 “Por que, então, nos referimos a 1889 como “Proclamação da República”, a 1930 como “Revolução de 30” e a 1964 como “Golpe Militar”? […] Acredito que o motivo principal para essas diferenças semânticas esteja na forma como a História – ou seja, as futuras gerações – sancionam ou deixam de sancionar um determinado evento histórico. Em resumo, 1889 passou para a História como “Proclamação” porque a sociedade assim o quis, tanto quanto 1930 entrou para os livros didáticos como “Revolução” e 1964 como “Golpe” e “Ditadura”. De certa forma, essas nomenclaturas refletem também uma certa evolução política da sociedade brasileira. No passado, intervenções violentas nas instituições e no processo político tendiam a ser aceitas de forma mais natural – como ocorreu em 1889 e 1930. Isso já não aconteceu em 1964, ano em que, embora uma parte da sociedade civil tenha aceito e até instrumentalizado as forças armadas para a tomada do poder, uma outra parte, hoje majoritária, não sancionou a intervenção. No momento em que o Brasil se empenha, pela primeira vez, em consolidar a sua jovem democracia, isso é um bom sinal.”Texto adaptado. Disponível em:https://brasil.elpais.com/brasil/2014/03/26/opinion/1395847968_469405.html. Acesso em: 27 nov. 2023. 


De acordo com o texto, qual é a explicação para as diferentes formas como eventos históricos como a Proclamação da República, a Revolução de 30 e o Golpe Militar de 1964 são nomeados?


A) A nomenclatura de eventos históricos é determinada exclusivamente pelos historiadores, independentemente da aceitação da sociedade.

B) As diferenças semânticas nas nomenclaturas são resultado da manipulação política de quem está no poder no momento.

C) A forma como a História sanciona ou deixa de sancionar um evento é o principal motivo para as diferentes nomenclaturas ao longo do tempo.

D) A escolha das nomenclaturas é feita com base na opinião da sociedade civil, independentemente de uma análise histórica objetiva.

E) A evolução política da sociedade brasileira ao longo do tempo é o único fator determinante nas diferentes nomenclaturas dos eventos históricos.

DEMOCRACIA BRASILEIRA

 “Em relação aos riscos democráticos é necessário enfatizar que enquanto a população brasileira não tiver assegurado os seus direitos essenciais para viver com dignidade e igualdade de tratamento e oportunidades, não haverá democracia de fato no Brasil. Há a necessidade de estabelecer como sinônimos as ideias de democracia e de garantia de princípios essenciais da dignidade humana e da cidadania. A Constituição Federal do Brasil expõe em seu art. 6° os direitos indissociáveis ao ser humano, como os direitos à educação, de qualidade, saúde, alimentação, trabalho, lazer, segurança, moradia, proteção à maternidade e infância, assim como o direito à assistência social.” Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/ensaio/2022/N%C3%A3o-existe-democracia-sem-uma-sociedade-civil-forte-e-atuante. Acesso em: 27 nov. 2023. 


Com base no texto, qual é a relação estabelecida entre a garantia dos direitos essenciais e a existência real da democracia no Brasil?


A) A existência real da democracia no Brasil depende exclusivamente da participação ativa da população nos processos eleitorais.

B) A garantia dos direitos essenciais para viver com dignidade e igualdade de tratamento e oportunidades é condição fundamental para a efetivação da democracia no Brasil.

C) A democracia no Brasil só pode ser alcançada por meio da eliminação de todas as formas de oposição política.

D) A população brasileira pode abrir mão dos direitos essenciais para viver com dignidade, desde que haja representação política adequada.

E) A Constituição Federal do Brasil não aborda de maneira clara os direitos essenciais para viver com dignidade e igualdade, o que compromete a democracia no país.

DEMOCRACIA

 “A democracia está em perigo onde quer que cidadãos interajam com robôs de opinião, se deixando manipular por eles, onde quer que operadores, cuja procedência e motivos são completamente ocultos, interfiram e se intrometam nos debates públicos. Na campanha eleitoral como guerra de informação, não são os melhores argumentos que prevalecem, mas algoritmos independentes. Nessa infocracia, nessa guerra de informação, não há lugar para o discurso”. Byung Chul-Han. Disponível em:https://congressoemfoco.uol.com.br/area/mundo-cat/participacao-politica-e-digitalizacao-o-poder-da-sociedade-entre-a-democracia-e-a-infocracia/. Acesso em: 27 nov. 2023.


De acordo com o texto, qual é a preocupação expressa por Byung Chul-Han em relação à democracia e à influência dos robôs de opinião?


A) A democracia está ameaçada quando cidadãos interagem com robôs de opinião, pois os argumentos dos robôs prevalecem sobre os melhores argumentos humanos.

B) A democracia está em risco quando operadores desconhecidos interferem nos debates públicos, tornando a campanha eleitoral uma guerra de informação.

C) Na democracia, é benéfico permitir que algoritmos independentes prevaleçam sobre os argumentos humanos nos debates públicos.

D) O autor sugere que a democracia é fortalecida quando os cidadãos interagem com robôs de opinião, pois isso enriquece o discurso público.

E) A democracia é prejudicada quando a campanha eleitoral se transforma em uma guerra de informação, onde os algoritmos independentes substituem os argumentos humanos.