quarta-feira, 18 de março de 2026

 Com base na teoria de Émile Durkheim e na reformulação didática feita por Anthony Giddens, a teoria do suicídio pode ser assim resumida:

  • Suicídio egoísta: ocorre quando há baixa integração social. O indivíduo tem poucos vínculos e se sente isolado da sociedade.

  • Suicídio altruísta: ocorre quando há excesso de integração. O indivíduo se sacrifica em nome do grupo, perdendo sua individualidade.

  • Suicídio anômico: ocorre quando há baixa regulação social. Normas e regras se rompem, gerando desorientação e falta de limites.

  • Suicídio fatalista: ocorre quando há excesso de regulação. A vida é rigidamente controlada, gerando sensação de opressão e falta de futuro.


  • A partir disto, dê três soluções para prevenir cada tipo de suicídio.

  • ATIVIDADE GOVERNADOORES DO PARANÁ

     Dividir a turma em trios e pedir apresentação de slides requisitando

    1) Data de nascimento (e falecimento, se for o caso)
    2) Naturalidade (cidade e estado de origem)
    3) Formação (escolaridade)
    4) Data de governo
    5) Partido político
    6) Principais feitos
    7) Críticas/ polêmicas
    8) Outras ocupações políticas (vereador? Deputado estadual? Deputado federal? Senador?)
    9) Familiares que estiveram/estão na política

    Segue relação de governadores para cada trio

    1 -  João Candido Ferreira, Vicente Machado, Santos Andrade
    2 -  Francisco Xavier, Alencar Guimarães e Joaquim Monteiro
    3 - Affonso Camargo, Caetano Munhoz da Rocha, Carlos Cavalcanti
    4 - Manuel Ribas, João Perneta, Mário Tourinho
    5 -  Clotário Portugal, Brasil Pinheiro Machado e Mário Gomes
    6 -  Antônio de Carvalho Chaves, Moisés Lupion, Bento Munhoz da Rocha Neto
    7-  Antonio Annibelli, Adolfo Franco, Ney Braga
    8 - Antônio Ferreira Ruppel, Algacyr Guimarães, Paulo Pimentel
    9 -  Haroldo Leon Peres, Pedro Viriato Parigot de Sousa, João Mansur
    10 -  Emílio Hoffmann Gomes, Jaime Canet Júnior, Ney Braga
    11 -José Hosken de Novais, José Richa, João Elísio Ferraz de Campos
    12 -  Alvaro Dias, Roberto Requião, Mário Pereira
    13 -  Jaime Lerner, Hermas Brandão, Orlando Pessuti
    14 - Beto Richa, Cida Borghetti, Ratinho Júnior

    segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

    UFPR 2025/2026, GÊNERO, Acumulação primitiva, raça, classe

     “Este processo [o de acumulação primitiva] demandou a transformação do corpo em uma máquina de trabalho e a sujeição das mulheres para a reprodução da força de trabalho. Principalmente, exigiu a destruição do poder das mulheres, que, tanto na Europa como na América, foi alcançada por meio do extermínio das “bruxas”. A acumulação primitiva não foi, então, simplesmente uma acumulação e uma concentração de trabalhadores exploráveis e de capital. Foi também uma acumulação de diferenças e divisões dentro da classe trabalhadora, em que as hierarquias construídas sobre o gênero, assim como sobre a “raça” e a idade, se tornaram constitutivas da dominação de classe e da formação do proletariado moderno.” Federici, S. Calibã e a bruxa. Mulheres, corpo e acumulação primitiva. São Paulo: Editora Elefante, 2017. p. 119. Considerando o trecho dado, sobre a abordagem que Silvia Federici faz do conceito de acumulação primitiva, é correto afirmar: 

    A) A acumulação primitiva foi um processo que afetou igualmente homens e mulheres na formação do proletariado moderno, embora as hierarquias de gênero e raça tenham sido importantes para a construção da força de trabalho. 

    B) O extermínio das "bruxas" foi um fenômeno religioso que serviu para destruir o conhecimento feminino sobre o corpo e a reprodução e decorreu do fanatismo da Igreja medieval. 

    ►C) A disciplinarização dos corpos foi um processo violento, e a narrativa homogênea da acumulação primitiva apaga as rebeliões camponesas, resistências das mulheres e lutas anticoloniais contra o capital. 

    D) O poder das mulheres foi fundamental no período da acumulação primitiva, pois elas garantiram o controle sobre a reprodução e a medicina popular. 

    E) A acumulação primitiva foi um processo econômico que se amparou na concentração de capital, sem o qual a exploração capitalista não teria se consolidado.

    UFPR 2025/2026 - MARX, CLASSE,

    “A crítica feita pelo marxismo à propriedade privada dos meios de produção da vida humana dirige-se, antes de tudo, às suas consequências: a exploração da classe de produtores não-possuidores por parte de uma classe de proprietários, a limitação à liberdade e às potencialidades dos primeiros e a desumanização de que ambos são vítimas. Mas o domínio dos possuidores dos meios de produção não se restringe à esfera produtiva: a classe que detém o poder material numa dada sociedade é também a potência política e espiritual dominante.” Quintaneiro, T.; Barbosa, M. L. de O.; Oliveira, M. G. M. de. Um toque de clássicos: Marx, Durkheim e Weber. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003. p. 33. Com base na reflexão elaborada pelas autoras sobre a teoria social marxista e no que é analisado a respeito da propriedade privada, é correto afirmar que: 

    ►A) o trecho revela a compreensão dialética que Marx tem da relação entre estrutura e superestrutura, na qual a propriedade privada não é apenas uma modalidade da estrutura econômica, mas a fundamentação material de todo o modo de produção capitalista. 

    B) a passagem sugere que Marx compreendia a propriedade como um mal absoluto, ignorando seu papel histórico no desenvolvimento das forças produtivas. 

    C) a “classe dominante” tem controle apenas da esfera econômica, já que a subjetividade dos indivíduos é um aspecto que escapa à materialidade do capital. 

    D) a “desumanização” citada por Marx seria uma percepção subjetiva, não um fato estrutural, já que indicadores históricos mostram melhoria objetiva na qualidade de vida sob o capitalismo. 

    E) Marx reconhece contradições materiais e mostra como elas são limitadas pelas condições culturais e espirituais de uma sociedade.

    UFPR 2025/2026 EPISTEMOLOGIA CIÊNCIAS SOCIAIS, HARRIET MARTINEAU

    “O viajante não deve fazer generalizações de imediato, independentemente de quanto a sua compreensão seja verdadeira – e do quão sólido seja o seu conhecimento de um ou mais fatos. [...] enquanto os viajantes continuarem a negligenciar os meios seguros e acessíveis a todos para fazer generalizações e enquanto continuarem criando teorias a partir da manifestação de mentes individuais haverá pouca esperança de inspirar os homens com o espírito de imparcialidade, o respeito mútuo e o amor, isto é, com os melhores meios de iluminar a visão e de retificar a compreensão.” Daflon, V.; Sorj, B. (Orgs.). Clássicas do Pensamento Social: mulheres e feminismos no século XIX. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2021. p. 27. Com base no trecho e na alegoria do viajante proposta por Harriet Martineau, na observação do mundo social, é correto afirmar: 

    A) A autora defende que a intuição individual e a empatia emocional são os meios legítimos de generalização. 

    B) De acordo com Martineau, a verdadeira compreensão nasce da conexão espiritual entre o viajante e os observados. 

    C) A passagem assevera que devem ser evitados julgamentos sobre outras sociedades, ainda que haja evidências, pois generalizações são opressivas. 

    ►D) O trecho representa a crítica de Martineau à generalização pelo senso comum, defendendo que o conhecimento válido exige métodos acessíveis, verificáveis e imparciais. 

    E) Martineau se mostra favorável à ideia de que se pode conhecer a sociedade de forma espontânea, o que garantiria uma mentalidade aberta frente às diferenças culturais.  

    UFPR 2025/2026 RACISMO

     “O comandante da Rota, tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo, afirmou que a atuação da polícia na região nobre e na periferia de São Paulo precisa ser diferente tanto na abordagem como na maneira de falar com os moradores: são pessoas diferentes que transitam por lá. A forma dele abordar tem que ser diferente. Se ele [policial] for abordar uma pessoa [na periferia] da mesma forma que ele for abordar uma pessoa aqui nos Jardins [região “nobre” de São Paulo], ele vai ter dificuldade. Ele não vai ser respeitado […] se eu coloco um [policial] da periferia para lidar, falar com a mesma forma, com a mesma linguagem que uma pessoa da periferia fala aqui nos Jardins, ele pode estar sendo grosseiro com uma pessoa dos Jardins que está ali, andando.” Bento, C. Pacto da Branquitude. São Paulo: Companhia das Letras, 2022. p. 47. Considerando a fala e a relação existente entre a abordagem policial e a personalidade autoritária, assinale a alternativa correta. 

    A) Para Bento, a declaração do comandante revela uma postura pragmática e técnica da polícia, que adapta sua atuação às particularidades culturais de cada região, sem intenção discriminatória, e visando eficiência operacional. 

    ►B) A fala do comandante da Rota explicita o pacto da branquitude ao naturalizar uma hierarquia racial implícita: a polícia age como braço armado desse pacto, adaptando sua violência de acordo com a racialização dos territórios.

    C) Para Bento, a declaração do comandante revela uma postura pragmática e técnica da polícia, que age com violência nas periferias por falta de treinamento. 

    D) Ao analisar a fala, Cida Bento rejeita a ideia de que o neoliberalismo tenha transformado as expressões do racismo, argumentando que a violência racial continua explícita e desvinculada de discursos de eficiência ou mérito. 

    E) A diferença nas abordagens policiais comprova que a periferia exige linguagem mais dura, pois lá a criminalidade é maior; já nos Jardins, a delicadeza é possível porque a lei é respeitada – uma análise realista que Bento critica por negar o viés racial.

    UFPR 2025/2026

     “Hoje estamos todos na iminência da terra não suportar nossa demanda. Como diz o Pajé Yanomami David Kopenawa, o mundo acredita que tudo é mercadoria a ponto de projetar nela tudo o que somos capazes de experimentar. A experiência das pessoas em diferentes lugares do mundo se projeta na mercadoria significando que ela é tudo o que está fora de nós. Essa tragédia que agora atinge a todos é adiada em alguns lugares, em algumas situações regionais nas quais a política – o poder político, a escolha política – compõe espaços de segurança temporária em que as comunidades, mesmo quando já esvaziadas do verdadeiro sentido do compartilhamento de espaços ainda são, digamos, protegidas por um aparato que depende cada vez mais da exaustão das florestas, dos rios, das montanhas, nos colocando num dilema em que parece que a única possibilidade para que comunidades humanas continuem a existir é à custa da exaustão de todas as outras partes da vida.” Krenak, A. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 45-46 Considerando a obra Ideias para adiar o fim do mundo e o excerto selecionado, que problematiza o processo de mercantilização da vida como raiz da crise econômica, assinale a alternativa correta. 

    A) A obra sugere que a “segurança temporária” proporcionada por políticas regionais é uma forma de violência lenta, pois, ao mesmo tempo que protege comunidades, as torna cúmplices do sistema que devora a natureza. 

    B) Krenak apropria-se da fala de Kopenawa para argumentar que a mercadoria é um simulacro da experiência humana, mas que, paradoxalmente, essa mesma lógica pode ser subvertida por movimentos sociais que transformam o consumo em ato político. 

    C) O “adiar o fim do mundo” não seria uma metáfora, mas um protocolo indígena de gestão de crise, baseado em saberes ancestrais que calculam os limites precisos de exploração da Terra, algo que a ciência ocidental ainda não conseguiu mapear. 

    ►D) Para Krenak, a mercantilização da vida – que transforma até mesmo experiências subjetivas em commodities – é um dos pilares da crise civilizatória, pois nos aliena da percepção de que nossa existência depende da saúde dos ecossistemas, não de sua exploração infinita. 

    E) Krenak defende que a política moderna, ao criar zonas de segurança temporárias, é capaz de restaurar o sentido autêntico do compartilhamento comunitário, revertendo a lógica de exaustão ambiental imposta pelo capitalismo.

    quinta-feira, 27 de novembro de 2025

    BURGUESIA

    "Por burguesia entende-se a classe dos capitalistas modernos,proprietários dos meios de produção social e que empregam o trabalho assalariado. Por proletariado, a classe dos trabalhadores assalariados modernos, que, não possuindo meios de produção próprios, são obrigados a vender sua força de trabalho para poder viver." MARX, K.; ENGELS, F. Manifesto do Partido Comunista.


    Em uma metrópole brasileira,um grupo de grandes empresários:

    •Controla os principais conglomerados de mídia da região

    •Financia campanhas de candidatos a cargos públicos

    •É proprietário de redes de hospitais e escolas privadas

    •Determina políticas salariais para milhares de trabalhadores

    •Influencia a especulação imobiliária em áreas urbanas


    Com base na teoria marxista e nos textos, a análise correta sobre o grupo de empresários descrito é:


    A) Eles representam uma elite burocrática que ascendeu socialmente por meio de concursos públicos e carreiras estatais.

    B) Eles caracterizam uma tecnocracia que obtém poder exclusivamente por seu conhecimento técnico e especializado

    C) Eles formam uma aristocracia hereditária cujo poder deriva de títulos de nobreza e propriedades feudais.

    D) Eles constituem uma burguesia moderna que controla os meios de produção e exerce influência sobre diversas esferas da sociedade.

    E) Eles representam uma classe média empreendedora que se desenvolveu a partir de pequenos negócios familiares.


    DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO

    Uma multinacional do setor de tecnologia anuncia a automação de 5.000 postos de trabalho em suas fábricas,substituindo trabalhadores por robôs. Simultaneamente, a empresa registra lucros recordes e distribui dividendos bilionários aos seus acionistas. Os trabalhadores demitidos passam a integrar estatísticas de desemprego estrutural.


    Com base na teoria marxista e nos textos, analise a situação descrita:


    A) O desenvolvimento tecnológico no capitalismo tende a beneficiar toda a sociedade, criando novas oportunidades de emprego em setores mais qualificados.

    B) A automação representa um avanço civilizacional que liberta os trabalhadores de atividades repetitivas, permitindo maior tempo para o lazer e desenvolvimento pessoal.

    C) A tecnologia no capitalismo intensifica contradições sociais, concentrando riqueza e excluindo trabalhadores do processo produtivo.

    D) A substituição de trabalhadores por máquinas demonstra a capacidade do sistema capitalista de superar suas crises cíclicas por meio da inovação tecnológica.

    E) O progresso tecnológico no capitalismo promove naturalmente a distribuição de riqueza, uma vez que reduz custos e aumenta a produtividade geral.

    TRABALHO E ALIENAÇÃO

     "O trabalho é externo ao trabalhador,isto é, não pertence ao seu ser; que ele, portanto, não se afirma no seu trabalho, mas nega-se nele, não se sente feliz, mas infeliz, não desenvolve livre energia física e espiritual, mas mortifica a sua física e arruína a sua espírito. Por isso o trabalhador só se sente em si fora do trabalho, e no trabalho fora de si." MARX, K. Manuscritos Econômico-Filosóficos.


    TEXTO II


    Em uma grande empresa de tecnologia,os funcionários atuam na produção de smartphones. Cada trabalhador executa uma tarefa específica e repetitiva na linha de montagem. Os produtos finais são vendidos por valores elevados no mercado, mas os trabalhadores recebem salários que representam apenas uma fração desse valor. Muitos relatam sentir que seu trabalho não tem significado e que não se reconhecem no produto final que ajudam a criar.


    Com base nos textos e nos conhecimentos sobre o conceito de alienação em Karl Marx, analise a situação descrita:


    A) A alienação se manifesta pela separação entre o trabalhador e o produto de seu trabalho, que se torna uma mercadoria alheia à sua essência.

    B) O trabalhador experimenta realização profissional ao dominar uma tarefa específica, tornando-se mais produtivo e eficiente para a empresa.

    C) A especialização do trabalho aumenta a qualificação do trabalhador, garantindo-lhe melhores oportunidades de crescimento profissional.

    D) A organização racional do processo produtivo beneficia igualmente patrões e empregados, otimizando resultados para todos.

    E) O sentimento de descontentamento decorre da falta de adaptação dos trabalhadores às novas tecnologias e métodos produtivos.

    APARELHOS IDEOLÓGICOS DO ESTADO

    "O aparelho escolar,que parece neutro e técnico, toma o lugar da Igreja na inculcação da 'ideologia dominante', isto é, dos valores e representações que garantem a reprodução das relações de produção capitalistas." ALTHUSSER, L. Aparelhos Ideológicos de Estado.


    Em uma pesquisa sobre currículos escolares,observou-se que:


    •A disciplina de História enfatiza narrativas que celebram figuras de poder e minimizam conflitos sociais

    •A grade curricular valoriza conhecimentos técnicos em detrimento de reflexões críticas sobre desigualdades

    •A meritocracia é apresentada como explicação principal para o sucesso ou fracasso escolar


    Com base na teoria dos Aparelhos Ideológicos de Estado, a função ideológica da educação contemporânea pode ser caracterizada por:


    A) Promover a igualdade de oportunidades por meio de conteúdos neutros e universalmente aceitos, garantindo mobilidade social para todos.

    B) Estimular o pensamento crítico radical que questiona as estruturas fundamentais da organização social capitalista.

    C) Construir consciência de classe entre os estudantes, permitindo que reconheçam seus interesses enquanto trabalhadores.

    D) Oferecer formação cultural desvinculada das necessidades econômicas, privilegiando o desenvolvimento humanista integral.

    E) Reproduzir valores que naturalizam a competição individual e preparam força de trabalho adequada aos interesses do mercado.


    IDEOLOGIA

     "As ideias da classe dominante são,em cada época, as ideias dominantes; isto é, a classe que é a força material dominante da sociedade é, ao mesmo tempo, sua força espiritual dominante." MARX, K.; ENGELS, F. A Ideologia Alemã.


    Um grande conglomerado midiático veicula constantemente campanhas publicitárias e reportagens que:


    •Associam o sucesso individual exclusivamente ao esforço pessoal

    •Apresentam o consumo de produtos de luxo como símbolo de realização

    •Naturalizam as grandes desigualdades sociais como resultado de diferenças de mérito

    •Criticam movimentos sociais que questionam a estrutura econômica vigente


    Com base nos textos e nos conhecimentos sobre o conceito de ideologia em Marx, o papel do conglomerado midiático: 


    A) Promove o pluralismo de ideias ao veicular diferentes perspectivas sobre a organização social, estimulando o debate democrático.

    B) Atua como instrumento de conscientização crítica ao expor as contradições do sistema capitalista e suas consequências sociais.

    C) Dissemina uma visão de mundo que justifica e naturaliza as desigualdades sociais, reforçando os interesses da classe dominante.

    D) Desenvolve conteúdo educativo que valoriza a mobilidade social baseada exclusivamente no mérito individual.

    E) Oferece entretenimento desconectado das questões políticas e sociais, sem influência na formação de opinião.


    CLASSES SOCIAIS

    "As classes sociais se definem pela posição que os indivíduos ocupam na estrutura de produção. De um lado, a burguesia, proprietária dos meios de produção (fábricas, terras, máquinas); de outro, o proletariado, que não possui nada além de sua força de trabalho, que precisa vender para sobreviver." MARX, Karl. O Capital.


    Em uma cidade industrial,observam-se dois grupos sociais distintos:


    · Grupo A: Proprietários das fábricas, vivem de rendimentos e lucros, possuem grande influência política

    · Grupo B: Trabalhadores assalariados das fábricas, dependem da venda de sua força de trabalho.


    Com base na teoria marxista apresentada nos textos, a divisão entre os Grupos A e B ilustra:


    A)  A estratificação social baseada em critérios de prestígio e honorabilidade, característica das sociedades modernas.

    B)  A hierarquização social determinada pelo nível educacional e qualificação profissional dos indivíduos.

    C)  A diferenciação de classes fundamentada na relação com os meios de produção, gerando interesses antagônicos.

    D)  A mobilidade social baseada no mérito individual e no esforço pessoal de cada trabalhador.

    E)  A divisão estamental típica de sociedades pré-capitalistas, baseada em privilégios hereditários.