terça-feira, 14 de abril de 2026

PODER


 A charge ilustra um anseio presente na sociedade contemporânea, que se caracteriza pela 

A) situação de revolta individual. 

B) satisfação de desejos pessoais. 

C) participação em ações decisórias. 

D) permanência em passividade social. 

E) conivência em interesses partidários. 

DIREITOS

 São considerados direitos civis fundamentais, exceto:

a) Direito à liberdade de expressão.

b) Direito à propriedade privada.

c) Direito à locomoção dentro do território nacional.

d) Direito de exigir do Estado um emprego garantido.

e) Direito à igualdade perante a lei.

CIDADANIA

 A cidadania, em seu sentido amplo, pode ser definida como:

a) O conjunto de direitos políticos que permite apenas o voto em eleições.

b) A condição jurídica de um indivíduo que possui apenas deveres perante o Estado.

c) O exercício pleno dos direitos civis, políticos e sociais, acompanhado do cumprimento dos deveres.

d) A permissão concedida pelo governo para que os indivíduos participem da vida econômica do país.

e) A obrigação de prestar serviço militar e pagar impostos, sem qualquer direito garantido.

CULTURA E SOCIEDADE

 “Em  junho de 1991, os músicos Chico Science – líder da banda Nação Zumbi – e Fred 04 – no comando da banda Mundo Livre S/A – apresentaram em Olinda (PE), um novo ritmo:o “Mangue”,nascido da vontade de “desobstruir as artérias” e buscar o que ainda restava de “fertilidade nas veias do Recife”, cidade onde a população pobre enfrentava enormes dificuldades. No release de imprensa que se transformou em um manifesto de fundação – “Caranguejos com cérebro” – os músicos declararam-se em emergência contra a estagnação, a miséria e o caos urbano da cidade. Inspirado pelo romance “Homens e Caranguejos”, do escritor pernambucano Josué de Castro, o Manguebeat fez do mangue seu lugar referencial: as zonas úmidas, alagadas, quase pantanosas, fronteiriças entre o mar e a terra firme, constituem um dos ecossistemas mais ricos do planeta. Nelas vivem os “homens-caranguejo”, impregnados de lama, que passam a erguer suas antenas para denunciar a realidade social que os asfixia. A saída está em absorver a energia criadora do mangue e injetá-la no Recife exaurido pela pobreza e pela estagnação. Só assim será possível arejar a vida e a cultura da cidade.” Disponível em: <https://novabrasilfm.com.br/musica/manguebeat-o-movimento-que-misturou-maracatu-com-musica-eletronica>. Acesso: 7. abr. 2026.

Do ponto de vista da sociologia da cultura, o movimento Mangue Beat, conforme descrito no texto, pode ser interpretado como uma estratégia de:

A) resgate de uma pureza cultural pré-industrial, por meio da valorização exclusiva das tradições folclóricas nordestinas, em oposição à influência estrangeira.

B) negação do espaço urbano como locus de criação artística, propondo um retorno idealizado às zonas rurais como única forma de resistência à pobreza.

C) utilização da metáfora ecológica do mangue (zona de fronteira, rica e marginalizada) para criticar a estagnação social e articular uma renovação cultural a partir das margens.

D) adoção de uma postura fatalista em relação ao caos urbano, reconhecendo a impossibilidade de transformação da realidade por meio da produção simbólica.

E) separação radical entre cultura erudita e cultura popular, defendendo que apenas a primeira pode oferecer soluções para os problemas sociais da cidade.

ATIVIDADE: DURKHEIM E OS FATOS SOCIAIS

 Sofrimento juvenil na era digital


“A crescente taxa de suicídio entre jovens no Brasil não pode ser entendida de forma isolada, mas analisada a partir do contexto mais amplo de transformações socioeconômicas que o país enfrenta. Este fenômeno, que se manifesta de maneira alarmante, está intimamente ligado à saúde mental dos adolescentes e à constituição de uma nova condição social juvenil. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) revelam que a crise de saúde mental afeta uma proporção significativa de jovens, indicando que o sofrimento psíquico é uma realidade comum entre eles. Os dados mostram que, em cada dez adolescentes, três relatam sentir tristeza de forma persistente. O mesmo número indica que já experimentaram vontade de se machucar. Além disso, quase 20% dos jovens afirmam que a vida não vale a pena ser vivida e mais de 40% relatam irritabilidade constante. Entre aqueles que já se autolesionaram, os índices são ainda mais preocupantes, pois mais de 60% dos jovens nessa situação não veem sentido na vida.

Esses números não são meros detalhes estatísticos, uma vez que revelam como o sofrimento psíquico se apresenta social e amplamente distribuído. Uma condição que antecede e alimenta o aumento das taxas de suicídio entre os jovens.

Quando se observa a totalidade do segmento etário de 15 a 29 anos no Brasil, um em cada cinco jovens não está estudando nem trabalhando. Essa realidade é ainda mais preocupante, pois quase dois terços desses jovens vivem em condições de pobreza. Entre os que não estão em atividades produtivas, cerca da metade é formada por mulheres pretas ou pardas. Isso aponta para a formação de um novo sujeito social coletivo, cuja experiência tem sido marcada pelo contexto histórico específico, caracterizado por desigualdades persistentes.

No passado da transição do Brasil da sociedade agrária para urbana e industrial, a condição juvenil foi sendo estruturada fundamentalmente pela relação objetiva da educação, trabalho e autonomia. O ciclo de elevadas taxas de expansão econômica associada à industrialização e urbanização nacional ofereceu importante previsibilidade nas trajetórias dos jovens, em geral cercadas de importante ascensão social. No entanto, a partir da última década do século XX, o Brasil começou a experimentar a desindustrialização precoce acompanhada pela estagnação da renda per capita e bloqueio à mobilidade social ascendente.

Esse processo conduzido pelo receituário neoliberal terminou por reconfiguras as bases de integração e coesão no interior da nova sociedade de serviços hiperconectada fortemente marcada pela precariedade laboral e horizonte de expectativas de futuro cada vez mais rebaixadas.” Disponível em: https://aterraeredonda.com.br/sofrimento-juvenil-na-era-digital/> Acesso 14 abr. 2026.

“É fato social toda maneira de agir, fixa ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior; ou então ainda, que é geral na extensão de uma sociedade dada, apresentando existência própria, independente das manifestações individuais que possa ter.”  Durkheim. 

De acordo com Émile Durkheim, os fatos sociais são formas de agir, pensar e sentir que se manifestam de forma coletiva, ou seja, são criadas pela sociedade. Além disso, os fatos sociais são exteriores, coercitivos e gerais. 

1.O texto “Sofrimento juvenil na era digital” fala sobre quais fatos sociais? 

_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

2.Descreva, interprete e explique os fatos sociais citados na questão anterior. 

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

“Afinal, há é que ter paciência, dar tempo ao tempo, já devíamos ter aprendido, e de uma vez para sempre, que o destino tem de fazer muitos rodeios para chegar a qualquer parte.” Guimarães Rosa

quarta-feira, 18 de março de 2026

TEORIA DO SUICÍDIO

 Com base na teoria de Émile Durkheim e na reformulação didática feita por Anthony Giddens, a teoria do suicídio pode ser assim resumida:

  • Suicídio egoísta: ocorre quando há baixa integração social. O indivíduo tem poucos vínculos e se sente isolado da sociedade.

  • Suicídio altruísta: ocorre quando há excesso de integração. O indivíduo se sacrifica em nome do grupo, perdendo sua individualidade.

  • Suicídio anômico: ocorre quando há baixa regulação social. Normas e regras se rompem, gerando desorientação e falta de limites.

  • Suicídio fatalista: ocorre quando há excesso de regulação. A vida é rigidamente controlada, gerando sensação de opressão e falta de futuro.


  • A partir disto, dê três soluções para prevenir cada tipo de suicídio.

  • ATIVIDADE GOVERNADOORES DO PARANÁ

     Dividir a turma em trios e pedir apresentação de slides requisitando

    1) Data de nascimento (e falecimento, se for o caso)
    2) Naturalidade (cidade e estado de origem)
    3) Formação (escolaridade)
    4) Data de governo
    5) Partido político
    6) Principais feitos (nada genérico. Exemplos concretos. Construiu estradas? Quais? Investiu na educação? Como? O que fez? Investiu na agricultura? Como? Qual cultura?)
    7) Críticas/ polêmicas
    8) Outras ocupações políticas (vereador? Deputado estadual? Deputado federal? Senador?)
    9) Familiares que estiveram/estão na política



    Segue relação de governadores para cada trio

    1 -  João Candido Ferreira, Vicente Machado, Santos Andrade
    2 -  Francisco Xavier, Alencar Guimarães e Joaquim Monteiro
    3 - Affonso Camargo, Caetano Munhoz da Rocha, Carlos Cavalcanti
    4 - Manuel Ribas, João Perneta, Mário Tourinho
    5 -  Clotário Portugal, Brasil Pinheiro Machado e Mário Gomes
    6 -  Antônio de Carvalho Chaves, Moisés Lupion, Bento Munhoz da Rocha Neto
    7-  Antonio Annibelli, Adolfo Franco, Ney Braga
    8 - Antônio Ferreira Ruppel, Algacyr Guimarães, Paulo Pimentel
    9 -  Haroldo Leon Peres, Pedro Viriato Parigot de Sousa, João Mansur
    10 -  Emílio Hoffmann Gomes, Jaime Canet Júnior, Ney Braga
    11 -José Hosken de Novais, José Richa, João Elísio Ferraz de Campos
    12 -  Alvaro Dias, Roberto Requião, Mário Pereira
    13 -  Jaime Lerner, Hermas Brandão, Orlando Pessuti
    14 - Beto Richa, Cida Borghetti, Ratinho Júnior

    segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

    UFPR 2025/2026, GÊNERO, Acumulação primitiva, raça, classe

     “Este processo [o de acumulação primitiva] demandou a transformação do corpo em uma máquina de trabalho e a sujeição das mulheres para a reprodução da força de trabalho. Principalmente, exigiu a destruição do poder das mulheres, que, tanto na Europa como na América, foi alcançada por meio do extermínio das “bruxas”. A acumulação primitiva não foi, então, simplesmente uma acumulação e uma concentração de trabalhadores exploráveis e de capital. Foi também uma acumulação de diferenças e divisões dentro da classe trabalhadora, em que as hierarquias construídas sobre o gênero, assim como sobre a “raça” e a idade, se tornaram constitutivas da dominação de classe e da formação do proletariado moderno.” Federici, S. Calibã e a bruxa. Mulheres, corpo e acumulação primitiva. São Paulo: Editora Elefante, 2017. p. 119. Considerando o trecho dado, sobre a abordagem que Silvia Federici faz do conceito de acumulação primitiva, é correto afirmar: 

    A) A acumulação primitiva foi um processo que afetou igualmente homens e mulheres na formação do proletariado moderno, embora as hierarquias de gênero e raça tenham sido importantes para a construção da força de trabalho. 

    B) O extermínio das "bruxas" foi um fenômeno religioso que serviu para destruir o conhecimento feminino sobre o corpo e a reprodução e decorreu do fanatismo da Igreja medieval. 

    ►C) A disciplinarização dos corpos foi um processo violento, e a narrativa homogênea da acumulação primitiva apaga as rebeliões camponesas, resistências das mulheres e lutas anticoloniais contra o capital. 

    D) O poder das mulheres foi fundamental no período da acumulação primitiva, pois elas garantiram o controle sobre a reprodução e a medicina popular. 

    E) A acumulação primitiva foi um processo econômico que se amparou na concentração de capital, sem o qual a exploração capitalista não teria se consolidado.

    UFPR 2025/2026 - MARX, CLASSE,

    “A crítica feita pelo marxismo à propriedade privada dos meios de produção da vida humana dirige-se, antes de tudo, às suas consequências: a exploração da classe de produtores não-possuidores por parte de uma classe de proprietários, a limitação à liberdade e às potencialidades dos primeiros e a desumanização de que ambos são vítimas. Mas o domínio dos possuidores dos meios de produção não se restringe à esfera produtiva: a classe que detém o poder material numa dada sociedade é também a potência política e espiritual dominante.” Quintaneiro, T.; Barbosa, M. L. de O.; Oliveira, M. G. M. de. Um toque de clássicos: Marx, Durkheim e Weber. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003. p. 33. Com base na reflexão elaborada pelas autoras sobre a teoria social marxista e no que é analisado a respeito da propriedade privada, é correto afirmar que: 

    ►A) o trecho revela a compreensão dialética que Marx tem da relação entre estrutura e superestrutura, na qual a propriedade privada não é apenas uma modalidade da estrutura econômica, mas a fundamentação material de todo o modo de produção capitalista. 

    B) a passagem sugere que Marx compreendia a propriedade como um mal absoluto, ignorando seu papel histórico no desenvolvimento das forças produtivas. 

    C) a “classe dominante” tem controle apenas da esfera econômica, já que a subjetividade dos indivíduos é um aspecto que escapa à materialidade do capital. 

    D) a “desumanização” citada por Marx seria uma percepção subjetiva, não um fato estrutural, já que indicadores históricos mostram melhoria objetiva na qualidade de vida sob o capitalismo. 

    E) Marx reconhece contradições materiais e mostra como elas são limitadas pelas condições culturais e espirituais de uma sociedade.

    UFPR 2025/2026 EPISTEMOLOGIA CIÊNCIAS SOCIAIS, HARRIET MARTINEAU

    “O viajante não deve fazer generalizações de imediato, independentemente de quanto a sua compreensão seja verdadeira – e do quão sólido seja o seu conhecimento de um ou mais fatos. [...] enquanto os viajantes continuarem a negligenciar os meios seguros e acessíveis a todos para fazer generalizações e enquanto continuarem criando teorias a partir da manifestação de mentes individuais haverá pouca esperança de inspirar os homens com o espírito de imparcialidade, o respeito mútuo e o amor, isto é, com os melhores meios de iluminar a visão e de retificar a compreensão.” Daflon, V.; Sorj, B. (Orgs.). Clássicas do Pensamento Social: mulheres e feminismos no século XIX. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2021. p. 27. Com base no trecho e na alegoria do viajante proposta por Harriet Martineau, na observação do mundo social, é correto afirmar: 

    A) A autora defende que a intuição individual e a empatia emocional são os meios legítimos de generalização. 

    B) De acordo com Martineau, a verdadeira compreensão nasce da conexão espiritual entre o viajante e os observados. 

    C) A passagem assevera que devem ser evitados julgamentos sobre outras sociedades, ainda que haja evidências, pois generalizações são opressivas. 

    ►D) O trecho representa a crítica de Martineau à generalização pelo senso comum, defendendo que o conhecimento válido exige métodos acessíveis, verificáveis e imparciais. 

    E) Martineau se mostra favorável à ideia de que se pode conhecer a sociedade de forma espontânea, o que garantiria uma mentalidade aberta frente às diferenças culturais.  

    UFPR 2025/2026 RACISMO

     “O comandante da Rota, tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo, afirmou que a atuação da polícia na região nobre e na periferia de São Paulo precisa ser diferente tanto na abordagem como na maneira de falar com os moradores: são pessoas diferentes que transitam por lá. A forma dele abordar tem que ser diferente. Se ele [policial] for abordar uma pessoa [na periferia] da mesma forma que ele for abordar uma pessoa aqui nos Jardins [região “nobre” de São Paulo], ele vai ter dificuldade. Ele não vai ser respeitado […] se eu coloco um [policial] da periferia para lidar, falar com a mesma forma, com a mesma linguagem que uma pessoa da periferia fala aqui nos Jardins, ele pode estar sendo grosseiro com uma pessoa dos Jardins que está ali, andando.” Bento, C. Pacto da Branquitude. São Paulo: Companhia das Letras, 2022. p. 47. Considerando a fala e a relação existente entre a abordagem policial e a personalidade autoritária, assinale a alternativa correta. 

    A) Para Bento, a declaração do comandante revela uma postura pragmática e técnica da polícia, que adapta sua atuação às particularidades culturais de cada região, sem intenção discriminatória, e visando eficiência operacional. 

    ►B) A fala do comandante da Rota explicita o pacto da branquitude ao naturalizar uma hierarquia racial implícita: a polícia age como braço armado desse pacto, adaptando sua violência de acordo com a racialização dos territórios.

    C) Para Bento, a declaração do comandante revela uma postura pragmática e técnica da polícia, que age com violência nas periferias por falta de treinamento. 

    D) Ao analisar a fala, Cida Bento rejeita a ideia de que o neoliberalismo tenha transformado as expressões do racismo, argumentando que a violência racial continua explícita e desvinculada de discursos de eficiência ou mérito. 

    E) A diferença nas abordagens policiais comprova que a periferia exige linguagem mais dura, pois lá a criminalidade é maior; já nos Jardins, a delicadeza é possível porque a lei é respeitada – uma análise realista que Bento critica por negar o viés racial.

    UFPR 2025/2026

     “Hoje estamos todos na iminência da terra não suportar nossa demanda. Como diz o Pajé Yanomami David Kopenawa, o mundo acredita que tudo é mercadoria a ponto de projetar nela tudo o que somos capazes de experimentar. A experiência das pessoas em diferentes lugares do mundo se projeta na mercadoria significando que ela é tudo o que está fora de nós. Essa tragédia que agora atinge a todos é adiada em alguns lugares, em algumas situações regionais nas quais a política – o poder político, a escolha política – compõe espaços de segurança temporária em que as comunidades, mesmo quando já esvaziadas do verdadeiro sentido do compartilhamento de espaços ainda são, digamos, protegidas por um aparato que depende cada vez mais da exaustão das florestas, dos rios, das montanhas, nos colocando num dilema em que parece que a única possibilidade para que comunidades humanas continuem a existir é à custa da exaustão de todas as outras partes da vida.” Krenak, A. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 45-46 Considerando a obra Ideias para adiar o fim do mundo e o excerto selecionado, que problematiza o processo de mercantilização da vida como raiz da crise econômica, assinale a alternativa correta. 

    A) A obra sugere que a “segurança temporária” proporcionada por políticas regionais é uma forma de violência lenta, pois, ao mesmo tempo que protege comunidades, as torna cúmplices do sistema que devora a natureza. 

    B) Krenak apropria-se da fala de Kopenawa para argumentar que a mercadoria é um simulacro da experiência humana, mas que, paradoxalmente, essa mesma lógica pode ser subvertida por movimentos sociais que transformam o consumo em ato político. 

    C) O “adiar o fim do mundo” não seria uma metáfora, mas um protocolo indígena de gestão de crise, baseado em saberes ancestrais que calculam os limites precisos de exploração da Terra, algo que a ciência ocidental ainda não conseguiu mapear. 

    ►D) Para Krenak, a mercantilização da vida – que transforma até mesmo experiências subjetivas em commodities – é um dos pilares da crise civilizatória, pois nos aliena da percepção de que nossa existência depende da saúde dos ecossistemas, não de sua exploração infinita. 

    E) Krenak defende que a política moderna, ao criar zonas de segurança temporárias, é capaz de restaurar o sentido autêntico do compartilhamento comunitário, revertendo a lógica de exaustão ambiental imposta pelo capitalismo.

    quinta-feira, 27 de novembro de 2025

    BURGUESIA

    "Por burguesia entende-se a classe dos capitalistas modernos,proprietários dos meios de produção social e que empregam o trabalho assalariado. Por proletariado, a classe dos trabalhadores assalariados modernos, que, não possuindo meios de produção próprios, são obrigados a vender sua força de trabalho para poder viver." MARX, K.; ENGELS, F. Manifesto do Partido Comunista.


    Em uma metrópole brasileira,um grupo de grandes empresários:

    •Controla os principais conglomerados de mídia da região

    •Financia campanhas de candidatos a cargos públicos

    •É proprietário de redes de hospitais e escolas privadas

    •Determina políticas salariais para milhares de trabalhadores

    •Influencia a especulação imobiliária em áreas urbanas


    Com base na teoria marxista e nos textos, a análise correta sobre o grupo de empresários descrito é:


    A) Eles representam uma elite burocrática que ascendeu socialmente por meio de concursos públicos e carreiras estatais.

    B) Eles caracterizam uma tecnocracia que obtém poder exclusivamente por seu conhecimento técnico e especializado

    C) Eles formam uma aristocracia hereditária cujo poder deriva de títulos de nobreza e propriedades feudais.

    D) Eles constituem uma burguesia moderna que controla os meios de produção e exerce influência sobre diversas esferas da sociedade.

    E) Eles representam uma classe média empreendedora que se desenvolveu a partir de pequenos negócios familiares.