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terça-feira, 29 de abril de 2025

Atividade Karl Marx

 https://g1.globo.com/economia/agronegocios/agro-de-gente-pra-gente/noticia/2025/04/29/por-que-o-brasil-tem-fome-se-e-um-grande-produtor-de-alimentos.ghtml


Leia a reportagem abaixo:


O Brasil é um grande produtor de alimentos, bate recordes anuais na colheita de grãos e é o maior exportador mundial de diversos produtos, como soja, café, carnes, açúcar. Ainda assim, tem gente que acorda sem ter certeza se vai comer.

Os dados mais recentes da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO-ONU) mostram que 8,4 milhões de brasileiros passaram fome no triênio 2021-2023, o que representa 3,9% da população nacional.

É exatamente esse indicador que, desde 2021, mantém o Brasil no Mapa da Fome da ONU, de onde país já tinha conseguido sair em 2014, pela primeira vez.



Apesar disso, houve uma melhora em relação ao triênio 2020-2022, quando a fome atingia 4,2% dos brasileiros.


Mas por que o país convive ainda com essa contradição? Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que:


no Brasil, não falta alimentos, mas há muita gente sem dinheiro para comprar comida suficiente – o desemprego caiu, mas os preços dos alimentos têm subido bem acima dos salários;

alguns afirmam que a produção agropecuária tem se voltado mais à exportação do que ao abastecimento interno, e que isso precisa ser reequilibrado para garantir segurança alimentar no futuro;

outros discordam e afirmam que o modelo de produção do país tem dado conta tanto do mercado interno como do externo, e que aumentar a produção não vai tirar pessoas da fome;

as mudanças climáticas são, hoje, o principal risco para o desabastecimento.

o Brasil ainda tem locais com pouca ou nenhuma oferta de alimentos saudáveis, chamados de desertos alimentares.

O g1, inclusive, visitou, em março, um município do Piauí que convivia com a falta de alimentos frescos.


E mostrou como o plantio de hortaliças na região tem tirado pessoas da insegurança alimentar, quando não há acesso regular à alimentos de qualidade para uma vida saudável.

Qual é a diferença entre fome e insegurança alimentar


Graziano, que foi diretor-geral da FAO-ONU entre 2012 e 2019, coordenou o programa Fome Zero, durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006).

“Há um grupo de políticas macroeconômicas que são as grandes responsáveis por erradicar a fome quando ela tem a proporção que tem no Brasil: ela é massiva, não é localizada e nem específica".

"Quem não ganha o salário mínimo, passa fome. Então, o que resolve é gerar emprego e melhorar a renda das pessoas”, diz Graziano.

Ele lembra que esse foi o caminho traçado pelo Brasil para sair do Mapa da Fome em 2014. Exemplo disso foram as políticas de valorização do salário mínimo, a criação do Bolsa Família, além de incentivos à agricultura familiar.


Graziano relaciona a volta da fome e do aumento da insegurança alimentar nos últimos anos justamente com a piora dos indicadores de emprego e renda, a partir da crise de 2014/2016.

Essa piora se estendeu até a pandemia.


Ele menciona também o esvaziamento de políticas voltadas para a segurança alimentar durante os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro.


Alguns deles são a merenda escolar e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), no qual o governo federal, os estados e municípios compram produtos de agricultores familiares para doar a escolas, hospitais e a pessoas em vulnerabilidade social.


Esse cenário levou 33 milhões de brasileiros à insegurança alimentar grave em 2022, segundo dados da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan).

Salários não acompanham inflação


Sílvia Helena de Miranda, pesquisadora do Cepea-USP, afirma que o desemprego começou a cair a partir do segundo trimestre de 2021.

Mas o problema é que os aumentos salariais não acompanharam a disparada da inflação ao longo dos anos.


Entre 2014 e 2024, os salários tiveram um aumento real (já com desconto da inflação) de 5%, enquanto a inflação para a baixa renda subiu 85,8%, e os preços dos alimentos dispararam 116,7%


Os dados de preços citados por Miranda são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo IBGE.


“Logo, para a população de menor renda, as condições econômicas de acesso aos alimentos pioraram”, diz Sílvia.

Ela lembra que as famílias mais pobres gastam uma proporção muito maior da renda com alimentos do que as famílias de classe mais elevada.


Comida e commodities


Apesar de a renda ser um pilar fundamental, parte dos especialistas aponta que é preciso repensar o modelo produtivo do Brasil levando em conta a segurança alimentar das próximas gerações.

É o que afirma Elisabetta Recine, presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), um órgão consultivo do governo federal.


“Quando se fala se fala em supersafra de grãos no Brasil, se fala, basicamente, de soja e milho, que são voltados para exportação", diz Recine.

"Não é supersafra de feijão, que a gente come, que é voltado para o mercado interno”, afirma.


Hoje, 88% dos grãos que o Brasil colhe por ano correspondem a soja e milho, mostram dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).


Os dois grãos são commodities, ou seja, matérias-primas negociadas em dólar em bolsas de valores internacionais e exportadas como ração para bovinos, suínos e frangos.


Miranda, do Cepea, observa que a soja e o milho não se limitam ao mercado externo, e que também são necessários para a produção de ovos, leite, óleos, carne de frango e de suínos, que integram a cesta básica do consumidor de baixa e média renda no Brasil.


Expansão da soja, queda de arroz e feijão


Em 19 anos, a área plantada de soja cresceu 108%, e a de milho, 63%. Na contramão, o plantio de arroz diminuiu 43%, e o de feijão, 32%, diz a Conab.


Alguns dos motivos que impulsionaram essas mudanças foram o aumento dos custos de produção e a menor rentabilidade para os produtores de arroz e feijão, em comparação com os de soja e milho.


Apesar disso, o consumo de arroz e feijão diminuiu, e a eficiência dessas colheitas aumentou, ou seja, o produtor passou a colher mais por área do que há 19 anos. Com isso, a produção atual tem conseguido dar conta da demanda.

Mas Recine defende um reequilíbrio dessa cadeia de produção, com investimentos públicos no plantio de arroz e feijão, que podem ser feitos via formação de estoques, crédito público e assistência técnica para pequenos produtores.


“Quanto mais basearmos a nossa produção em produtos destinados ao mercado externo, mais risco corremos, pois as regras do mercado e do comércio internacional não estão em nossas mãos"


"A variação cambial (dólar) oscila por questões geopolíticas. A produção de commodities se organiza conforme a demanda e preços internacionais”, destaca presidente do Consea.

Para ela, aumentar a oferta de alimentos básicos pode ainda contribuir para uma redução de preços dos alimentos.


Capacidade de abastecimento


Bruno Lucchi, diretor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), reforça que a insegurança alimentar no Brasil não tem a ver com problemas de abastecimento, e que aumentar a oferta de comida não vai tirar pessoas da fome.

"Para melhorar a nutrição do brasileiro, é preciso melhorar a renda dele", destaca.

"Não só a comida ficou mais cara, como também o transporte, o custo de vida em geral. Hoje, temos muito mais pessoas entrando nos programas sociais do que saindo. E isso é um problema. Não só deste governo, mas de longa data", diz Lucchi.

"Nós passamos por pandemia, por greve de caminhoneiros, sem desabastecer nenhuma região. Claro que tivemos incremento de preço. Frete ficou mais caro. Insumo chegou mais caro. Mas não faltou alimento no Brasil", reforça.

Para o diretor da CNA, é errado também afirmar que o Brasil tem uma cultura mais voltada para a exportação


Lucchi comenta ainda que um dos riscos atuais para crises de desabastecimento são as mudanças climáticas, e que, ao longo dos anos, o Brasil tem desenvolvido sementes resistentes a secas e animais adaptados a temperaturas extremas.

Mas Miranda, do Cepea-USP, acrescenta que o país vai precisar desenvolver novas pesquisas para lidar com esse cenário.


"Os eventos climáticos extremos – que estão se tornando mais frequentes – acabam fazendo com que os modelos de previsão existentes sejam insuficientes para garantir a manutenção dos níveis de produção que já alcançamos", afirma.

"Logo, um conjunto novo de políticas de pesquisa e inovação, agrícolas, industriais, sanitárias, macroeconômicas serão necessárias para evitar ou mitigar o risco de desabastecimento", acrescenta.

'Desertos alimentares'


Apesar de o Brasil ser um grande produtor agrícola, a presidente do Consea observa que, em algumas regiões do país, há locais com pouca ou nenhuma oferta de alimentos frescos, como verduras, frutas, legumes.

São os chamados "desertos alimentares".


“São regiões em que as pessoas precisam percorrer longas distâncias para ter acesso à alimentação diversificada, saudável”, afirma Recine.

Entre 2023 e 2024, em torno de 25 milhões de brasileiros residiam nesses locais. Desses, 6,7 milhões têm baixa renda ou estão em situação de pobreza, aponta dados do Ministério do Desenvolvimento Social.


O g1 conheceu uma dessas regiões, em Betânia do Piauí, que sempre conviveu com a falta de alimentos frescos. Veja no vídeo abaixo como agricultores estão mudando essa situação.


Para Recine, é importante que o governo invista na agricultura familiar nessas regiões, já que esses tipos de produtores são responsáveis por 62% da produção de hortaliças no Brasil.

“Se há alimentos que falta produzir são frutas, verduras e legumes. Não falta produzir arroz e feijão", diz Graziano, do Instituto Fome Zero.

Ele comenta que o consumo de hortaliças e frutas no Brasil não passa de um terço do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 400 gramas por pessoa por dia.


E que a falta de acesso a uma alimentação saudável é um dos principais problemas da insegurança alimentar hoje entre os mais pobres.


Isso porque o consumo de ultraprocessados tem sido relacionado ao desenvolvimento de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, obesidade.


Brasil vai sair do Mapa da Fome?


O governo federal tem a meta de sair do Mapa da Fome da ONU em 2026.


Os últimos dados do IBGE mostram que já houve uma redução considerável da insegurança alimentar grave no Brasil, de 33 milhões em 2022, para 8 milhões em 2023.


O representante da FAO-Brasil, Jorge Meza, comenta que isso foi resultado de uma série de políticas, com destaque para o relançamento do Bolsa Família, em 2023, que passou a conceder benefícios adicionais por criança nas famílias, por exemplo.

“Atualmente, esse programa alcança 55 milhões de pessoas”, diz.


Ele cita ainda a merenda escolar, “que atende 40 milhões de alunos”, e o aumento dos recursos do PAA.


“As 8 milhões de pessoas que ainda restam estão em extrema vulnerabilidade social. São pessoas que não foram captadas pela assistência social, não tiveram acesso ao Bolsa Família, pertencem a famílias com crianças fora da escola ou estão em situações de trabalho precário e informal”, explica Recine.

Recine aponta que, para tirar essas pessoas da fome, demandará mais articulação do governo para incluí-las nas políticas públicas.


Para isso, uma das metas do governo federal é ampliar o número de pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). Isso porque é preciso estar cadastrado nesse sistema para acessar programas assistenciais.

O problema é que nem todos conhecem esse caminho. E é por isso que o governo precisa fazer uma busca ativa, ou seja, ir atrás dessas pessoas.


Até 2027, o governo federal tem a meta de incluir 80% dos habitantes em risco de insegurança nesse cadastro. É o que prevê o 3º Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, aprovado em março.


Nele, o governo estipula inúmeras estratégias para reduzir a fome, incluindo o aumento de agricultores beneficiados pelo PAA de 85 mil, em 2025, para 95 mil em 2027.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/agronegocios/agro-de-gente-pra-gente/noticia/2025/04/29/por-que-o-brasil-tem-fome-se-e-um-grande-produtor-de-alimentos.ghtml


1. De acordo com a teoria de Karl Marx, a persistência da fome no Brasil, um grande produtor de alimentos, pode ser interpretada como uma manifestação de qual conceito fundamental?

a) Escassez natural de recursos. 

b) Ineficiência do mercado interno. 

c) Contradição inerente ao sistema capitalista. 

d) Falta de políticas públicas adequadas.

Justificativa da 1: à primeira vista, a falta de políticas públicas adequadas parece ser uma explicação plausível para a persistência da fome. No entanto, dentro da estrutura teórica de Karl Marx, essa explicação é considerada superficial e não aborda a raiz do problema. Veja por quê:

  • As políticas públicas são um reflexo da estrutura social e econômica: Para Marx, o Estado e suas políticas não são entidades neutras pairando sobre a sociedade. Eles são, em grande medida, um instrumento da classe dominante (a burguesia) para manter a ordem social e econômica existente. Mesmo políticas que parecem beneficiar os trabalhadores podem ser vistas como concessões táticas para evitar uma instabilidade maior no sistema.
  • A "falta de políticas públicas" não surge do nada: Na perspectiva marxista, a ausência ou inadequação de políticas públicas que garantam o acesso à alimentação para todos não é um erro acidental. Ela está ligada às prioridades do sistema capitalista, onde a busca pelo lucro e a acumulação de capital frequentemente se sobrepõem às necessidades sociais básicas. Se a produção está majoritariamente voltada para a exportação, gerando mais lucro para os grandes produtores, as políticas tendem a favorecer essa dinâmica.
  • A contradição é mais fundamental: Marx argumentaria que mesmo com políticas públicas teoricamente "adequadas" dentro do sistema capitalista, a contradição fundamental entre a produção abundante e a distribuição desigual persistiria em alguma medida. Isso porque a lógica do sistema não é atender às necessidades humanas em primeiro lugar, mas sim gerar lucro.
  • Reformas versus revolução: Embora Marx reconhecesse que lutas por reformas (como melhores políticas públicas) são importantes, ele as via como limitadas dentro da estrutura capitalista. A solução fundamental, para ele, envolveria uma transformação mais profunda da estrutura social e econômica.

Em resumo, enquanto a falta de políticas públicas adequadas é um fator imediato e visível que contribui para a fome, a análise marxista busca uma explicação mais profunda, enraizada nas contradições inerentes ao próprio sistema capitalista. A inadequação das políticas públicas seria, portanto, um sintoma dessas contradições, e não a causa primordial na perspectiva de Marx.

2. A reportagem aponta que, apesar da produção agrícola voltada para a exportação, o problema da fome no Brasil está ligado à falta de poder de compra da população. Como essa situação se relaciona com o conceito marxista de alienação?

a) Demonstra a autonomia do trabalhador em relação ao mercado global. 

b) Ilustra a separação entre o produtor da riqueza (trabalhador) e o acesso a essa riqueza. 

c) Reflete uma distribuição equitativa dos lucros da produção agrícola. 

d) Sinaliza uma integração bem-sucedida do Brasil na economia mundial.

3. A alegação de que o modelo de produção agrícola brasileiro atende tanto ao mercado interno quanto ao externo, e que aumentar a produção não resolverá a fome, confronta diretamente qual aspecto da ideologia burguesa, segundo Marx?

a) A defesa da intervenção estatal na economia. 

b) A crença na capacidade ilimitada do mercado de solucionar problemas sociais. 

c) A naturalização da pobreza como um fenômeno inevitável. 

d) A valorização da agricultura familiar em detrimento do agronegócio.

4. A reportagem menciona que a valorização do salário mínimo e programas como o Bolsa Família contribuíram para a saída do Brasil do Mapa da Fome em 2014. Sob a perspectiva marxista, essas políticas representam:

a) Uma concessão da burguesia para evitar uma revolução proletária. 

b) A plena superação das desigualdades estruturais do capitalismo. 

c) Medidas paliativas que não alteram a lógica fundamental da exploração. 

d) Um exemplo de como o capitalismo pode ser humanizado sem transformações radicais.

5. A expansão da produção de commodities como soja e milho em detrimento de alimentos básicos como arroz e feijão pode ser analisada, sob a ótica marxista, como um reflexo de:

a) Uma estratégia eficiente para garantir a segurança alimentar global. 

b) A priorização dos interesses do capital (lucro com exportação) sobre as necessidades da população. 

c) Uma adaptação natural às mudanças nos hábitos alimentares da população brasileira. 

d) Uma consequência inevitável das vantagens comparativas do Brasil no mercado internacional.

6. A existência de "desertos alimentares" no Brasil, áreas com pouca ou nenhuma oferta de alimentos saudáveis, revela, segundo a teoria marxista:

a) Uma falha isolada na logística de distribuição de alimentos. 

b) A incapacidade do Estado de planejar eficientemente o abastecimento. 

c) Uma manifestação territorial das desigualdades sociais e do acesso diferenciado aos bens essenciais. 

d) Um problema cultural de certas regiões que não valorizam a produção local.

Gabarito:

  1. c)
  2. b)
  3. b)
  4. c)
  5. b)
  6. c)

terça-feira, 26 de novembro de 2024

CLASSES SOCIAIS NO BRASIL

 Com a compreensão de como identificar a nova classe social de um grupo, surge a dúvida: quais são esses grupos? No Brasil, a nova classe social se divide em cinco categorias distintas. Veja quais são elas:

Classe A: abrange a parcela mais abastada da população brasileira. São aqueles cujas famílias têm uma renda superior a 20 salários mínimos, o equivalente a mais de R$ 28.240. Em outras palavras, esses indivíduos representam o topo da escala econômica no país. Classe B: o grupo identificado como classe B é aquele cuja renda familiar está entre 10 e 20 salários mínimos. Isso corresponde a um intervalo de ganhos que vai de R$ 14.120 a R$ 28.240. Portanto, pessoas nessa faixa de rendimento estão situadas em um patamar elevado, mas ainda abaixo dos mais ricos da sociedade. Classe C: a classe C é composta por famílias que têm uma renda mensal que varia entre 4 e 10 salários mínimos. Em termos financeiros, isso significa que os rendimentos ficam entre R$ 5.648 e R$ 14.120. Portanto, para se enquadrar nessa classe, é necessário que a soma dos ganhos familiares se situe dentro desse intervalo específico. Classe D: nessa classe social, encontramos famílias com renda mensal entre 2 e 4 salários mínimos, ou seja, ganhando de R$ 2.824 a R$ 5.648. Este grupo está se destacando pela sua ascensão econômica e influência crescente na dinâmica socioeconômica do país. Classe E: esse grupo abrange as famílias cuja renda total não ultrapassa 2 salários mínimos. Assim, para se encaixar nesta faixa, a soma dos ganhos de todos os membros da mesma residência deve ser limitada a R$ 2.824. Disponível em: <https://fdr.com.br/2024/09/15/nova-classe-social-no-brasil-em-2025-a-b-c-d-e-e-f-veja-qual-voce-pertence/> Acesso: 25 nov. 2024.


Com base na classificação de classes sociais no Brasil descrita no texto, analise as alternativas e marque a correta:


Qual dos critérios abaixo é utilizado para definir a pertença de uma família à Classe C?


A) Famílias com renda mensal superior a 20 salários mínimos.

B) Famílias cuja soma dos rendimentos varia entre 4 e 10 salários mínimos.

C) Famílias cuja renda total não ultrapassa 2 salários mínimos.

D) Famílias com renda mensal entre 2 e 4 salários mínimos.

E) Famílias cuja renda mensal está entre 10 e 20 salários mínimos.

domingo, 10 de novembro de 2024

SEED-PR, PSS 2024, Desigualdades Sociais,

 As diferenças e as desigualdades sociais no Brasil são resultados de uma complexa interação de fatores históricos, econômicos e culturais. Essas desigualdades se manifestam de diversas maneiras, afetando o acesso a direitos fundamentais e perpetuando a exclusão social em diversos grupos. Sobre as diferenças e as desigualdades no Brasil, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. 

( ) As desigualdades sociais no Brasil são majoritariamente influenciadas por diferenças étnico-raciais, que se manifestam no acesso desigual à educação, saúde e emprego. 

( ) O Brasil é um país onde a homogeneidade econômica entre as regiões impede a existência de desigualdades sociais significativas. 

( ) As desigualdades de gênero no Brasil contribuem para a desigualdade social, com as mulheres frequentemente tendo acesso limitado a posições de poder e remuneração adequada. 

( ) A desigualdade no Brasil é amplificada por fatores históricos, como a escravização e a colonização, que ainda impactam as relações sociais e econômicas. 

A sequência está correta em 

A) F, F, V, V. 

B) F, V, F, F. 

C) V, F, V, V..

D) V, V, F, F.

SEED-PR, PSS 2024, Relações Étnico-Raciais no Brasil, Miscigenação, Sincretismo Cultural,

 As relações étnico-raciais no Brasil são marcadas por um complexo histórico de colonização, escravidão e miscigenação. Apesar da imagem de harmonia racial propagada ao longo do século XX, a sociedade brasileira ainda enfrenta desafios significativos relacionados ao racismo e à desigualdade racial. “As relações étnico-raciais no Brasil são caracterizadas por um processo histórico de _______________________, que, apesar de ter gerado uma grande diversidade cultural, também perpetuou desigualdades sociais e raciais profundas, ainda presentes na sociedade contemporânea.” Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior. 

A) segregação racial estrita 

B) miscigenação e sincretismo cultural..

C) exclusão total das populações indígenas 

D) separação completa entre brancos e negros

SEED-PR, PSS 2024, Gilberto Freyre,

 Gilberto Freyre foi um sociólogo e antropólogo brasileiro que teve grande influência na formação da identidade nacional, especialmente através de sua obra “Casa-Grande & Senzala”. Freyre foi um dos principais responsáveis pela difusão da ideia de que o Brasil teria desenvolvido uma “democracia racial”, conceito que sugere uma convivência harmônica entre as raças no país, em contraste com o racismo explícito de outras sociedades. Com base na contribuição de Gilberto Freyre para a construção do mito da democracia racial no Brasil, assinale a afirmativa correta. 

A) Argumentou que o Brasil conseguiu criar uma sociedade igualitária e sem preconceitos raciais graças à segregação entre diferentes grupos étnicos. 

B) Defendeu que o Brasil era uma sociedade rigidamente segregada, sem qualquer mistura racial, o que impossibilitava a convivência pacífica entre as raças. 

C) Sua obra contribuiu para o mito da democracia racial ao sugerir que, apesar da miscigenação, o Brasil ainda enfrentava profundas desigualdades sociais e raciais que precisavam ser combatidas. 

D) Afirmou que a miscigenação no Brasil resultou em uma sociedade onde as relações raciais eram mais harmoniosas, mas essa ideia foi criticada por ocultar as desigualdades e o racismo estrutural existentes.

domingo, 5 de maio de 2024

CULTURA INDÍGENA

 A cultura indígena é uma herança feita de tradições milenares que está enraizada nas diversas etnias que compõem os povos indígenas do mundo todo. Com características únicas, os povos indígenas contribuíram significativamente com suas expressões artísticas, danças, religiões e modos de vida, refletindo uma profunda conexão com a natureza e uma compreensão singular do mundo. A influência da cultura indígena no Brasil é inegável. Ela se reflete em aspectos como a culinária, a medicina tradicional e práticas agrícolas sustentáveis. A importância da cultura indígena transcende a esfera cultural, abraçando também aspectos sociais e ambientais. A preservação e respeito por essas culturas são essenciais para a construção de uma sociedade mais inclusiva e consciente de sua história.


Qual das seguintes afirmações melhor descreve a influência da cultura indígena no Brasil?


a) A cultura indígena não contribuiu significativamente para a diversidade cultural brasileira.

b) A cultura indígena no Brasil não tem influência nas práticas agrícolas sustentáveis.

c) A cultura indígena brasileira não reflete uma conexão profunda com a natureza.

d) A cultura indígena não é relevante para a construção de uma sociedade mais inclusiva.

e) A cultura indígena brasileira influencia aspectos como a culinária, a medicina tradicional e práticas agrícolas sustentáveis.

MACHADO DE ASSIS

  Assinada pelo escrivão Olympio da Silva Pereira, a certidão de óbito de Joaquim Maria Machado de Assis, morto aos 69 anos em 29 de setembro de 1908, há 115 anos, traz uma informação curiosa, senão polêmica: a nona linha do formulário declara que sua cor era "branca". Sobretudo nos últimos anos, a questão racial daquele que é considerado o maior escritor brasileiro de todos os tempos tem se tornado uma bandeira importante para a afirmação e a valorização da população negra. Mas o que pesquisadores contemporâneos têm descoberto é que, considerando documentos como a própria certidão de óbito e cartas antigas, a identidade racial de Machado de Assis é um assunto polêmico desde antes da morte dele. O que leva a uma questão importante: como o próprio Machado de Assis se identificava? "Nós não sabemos até o momento. Não há nenhum documento que tenha chegado até nós que traga essa informação, como o próprio Machado se identificava, como ele se via. Temos depoimentos só de terceiros", afirma à BBC News Brasil a historiadora Raquel Machado Gonçalves Campos, professora na Universidade Federal de Goiás (UFG) e pesquisadora sobre a vida e a obra do escritor (…) À reportagem, Campos comenta que "não sabemos se Machado se considerava negro mas, mais provavelmente no universo da especulação, considerando os testemunhos que temos, se ele se identificava racialmente provavelmente os termos que ele lidaria seriam 'homem de cor' ou 'mulato', não ‘negro'". Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/articles/cl7xvyz1eyro>. Acesso em: 5 mai. 2024. 


Qual é a questão sociológica levantada pelo caso da identidade racial de Machado de Assis?


a) Etnocentrismo na literatura brasileira

b) Representação racial na sociedade do século XIX

c) Mobilidade social e identidade étnica

d) Discriminação racial no meio acadêmico

e) Relações de poder na produção cultural

terça-feira, 28 de novembro de 2023

DEMOCRACIA BRASILEIRA

 “Em relação aos riscos democráticos é necessário enfatizar que enquanto a população brasileira não tiver assegurado os seus direitos essenciais para viver com dignidade e igualdade de tratamento e oportunidades, não haverá democracia de fato no Brasil. Há a necessidade de estabelecer como sinônimos as ideias de democracia e de garantia de princípios essenciais da dignidade humana e da cidadania. A Constituição Federal do Brasil expõe em seu art. 6° os direitos indissociáveis ao ser humano, como os direitos à educação, de qualidade, saúde, alimentação, trabalho, lazer, segurança, moradia, proteção à maternidade e infância, assim como o direito à assistência social.” Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/ensaio/2022/N%C3%A3o-existe-democracia-sem-uma-sociedade-civil-forte-e-atuante. Acesso em: 27 nov. 2023. 


Com base no texto, qual é a relação estabelecida entre a garantia dos direitos essenciais e a existência real da democracia no Brasil?


A) A existência real da democracia no Brasil depende exclusivamente da participação ativa da população nos processos eleitorais.

B) A garantia dos direitos essenciais para viver com dignidade e igualdade de tratamento e oportunidades é condição fundamental para a efetivação da democracia no Brasil.

C) A democracia no Brasil só pode ser alcançada por meio da eliminação de todas as formas de oposição política.

D) A população brasileira pode abrir mão dos direitos essenciais para viver com dignidade, desde que haja representação política adequada.

E) A Constituição Federal do Brasil não aborda de maneira clara os direitos essenciais para viver com dignidade e igualdade, o que compromete a democracia no país.

terça-feira, 21 de novembro de 2023

Lei n° 10.639

 “Cerca de 20 anos após sua publicação, mais de 70% das secretarias municipais de Educação do país fizeram pouca ou nenhuma ação para implementar a Lei nº 10.639, que determina a obrigatoriedade do estudo da História e Cultura Afro-Brasileira nos currículos das instituições de Educação Básica. Décadas depois da publicação da norma, que nasceu para combater o racismo enraizado há séculos no Brasil, resgatando “a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil”, a professora diz que vê mudanças positivas no país, mas que ainda é preciso avançar muito no combate ao racismo e na difusão do conhecimento sobre as contribuições da população negra na construção da nação brasileira.”


Qual é o objetivo da Lei nº 10.639, que determina a obrigatoriedade do estudo da História e Cultura Afro-Brasileira nos currículos das instituições de Educação Básica?


a) Promover a exclusão da cultura afro-brasileira dos currículos escolares.

b) Combater o racismo enraizado há séculos no Brasil, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.

c) Reforçar a ideia de que a cultura afro-brasileira é menos importante do que outras culturas.

d) Limitar o estudo da História e Cultura Afro-Brasileira a um único período da História do Brasil.

e) Ignorar a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.

Torto Arado

  “Brasil de Fato - Teus livros são atravessados pela questão da terra. E tens uma experiência como servidor do Incra, trabalhando 17 anos junto aos agricultores, sem-terra, quilombolas. Como essa experiência influenciou a tua literatura? 

Itamar Vieira Junior - Influenciou profundamente. Como você disse, tenho 17 anos de trabalho no Incra com as populações do campo. Fui trabalhar no Maranhão, depois voltei pra Bahia, e conhecendo essa realidade, pude entender o Brasil de uma maneira melhor. No campo, as marcas desse passado que nos divide, que nos fragiliza, ainda estão muito presentes. Foi fundamental para me questionar sobre muitas coisas, entre elas a nossa relação com a terra, o território, o lugar em que vivemos. Os livros estão retratando as populações do campo. Mas estou pensando em todos, estou pensando em nós, inclusive, que muitas vezes vivemos na cidade mas vivemos alienados desse direito ao chão que pisamos, a casa em que vivemos, a rua em que trafegamos. É um direito fundamental para todos os seres humanos. Não há vida sem terra e sem território. Não por acaso todos os conflitos de que a gente tem notícia se dão justamente por isso, por essas pessoas que tem esse direito negado. Se pensarmos na realidade brasileira, vemos ver que há muitos ativistas, lideranças camponesas, ambientalistas, na linha de frente dessa luta e muitas vezes correndo risco de vida. Quantos não se foram nos últimos anos? Só este ano, quantos não morreram por causa dessa batalha? É uma batalha que nos atravessa há séculos. Então, nós que escrevemos e reescrevemos arte, literatura, no fundo estamos registrando o nosso tempo, escrevendo e refletindo sobre ele.” Disponível em: <https://www.brasildefato.com.br/2023/11/16/autor-de-torto-arado-diz-que-ficcao-nos-coloca-no-lugar-do-outro-e-ajuda-a-compreender-a-sua-dor>. Acesso em: 21 de nov. 2023. 


Como a experiência de Itamar Vieira Junior como servidor do Incra influenciou sua literatura, de acordo com o trecho fornecido?


a) A experiência no Incra o afastou da realidade do campo, dificultando sua compreensão do Brasil.

b) Itamar Vieira Junior passou a escrever exclusivamente sobre questões urbanas após sua experiência no Incra.

c) A vivência junto às populações do campo permitiu a Itamar entender melhor o Brasil e questionar aspectos como a relação com a terra e o território.

d) O trabalho no Incra não teve influência significativa em sua literatura, que se concentra em outros temas.

e) Itamar Vieira Junior restringiu sua escrita às populações do campo, excluindo a experiência urbana de sua narrativa literária.

Movimento Sindical Brasileiro

 “Um dos episódios mais marcantes da história do movimento sindical brasileiro, a Greve Geral de 1917 reuniu diversos ingredientes que ecoam no tempo e servem de inspiração até hoje. O dia 9 de julho, data em que foi assassinado a tiros o operário José Martinez, espanhol de 21 anos, é considerado a data da eclosão da greve. Martinez, trabalhador de uma fábrica de sapatos, estava próximo a uma manifestação de grevistas na região do Brás, bairro operário de São Paulo, quando foi baleado. No dia 11 de julho, seu cortejo fúnebre, que percorreu aproximadamente 11 km entre a casa em que morava, na rua Caetano Pinto, no Brás, e o cemitério do Araçá, tornou-se uma poderosa manifestação política, com milhares de participantes, que fizeram ao menos dois comícios ao longo do trajeto. A greve, até então localizada em algumas fábricas, espalhou-se e parou a capital a partir dali. O movimento espraiou-se. A Greve Geral de 1917, organizada com a ajuda de comitês operários em diferentes bairros da cidade, teve forte participação e liderança das mulheres, que compunham significativa parcela da força de trabalho na indústria têxtil. O comando da Greve, composto por militantes anarquistas, socialistas e comunistas, soube se comunicar bem com a população, destacando reivindicações de interesse geral, como a exploração das crianças, o assédio sobre as mulheres e a carestia que assolava toda a cidade.”Disponível em: <https://fpabramo.org.br/focusbrasil/2023/07/10/1917-segue-como-inspiracao/>. Acesso em: 21 de nov. de 2023.


Qual foi o impacto do assassinato de José Martinez no desenrolar da Greve Geral de 1917, de acordo com o texto?


a) O assassinato de José Martinez teve pouco impacto na greve, que continuou localizada em algumas fábricas.

b) O cortejo fúnebre de José Martinez resultou em um grande comício político que deu visibilidade à greve, espalhando o movimento pela cidade.

c) O assassinato de José Martinez desencadeou uma onda de violência que levou ao cancelamento da Greve Geral.

d) A morte de José Martinez foi o evento que encerrou a Greve Geral de 1917.

e) O assassinato de José Martinez não teve relação com a Greve Geral de 1917.


Movimento Feminista no Brasil

 “Conhecer a história do movimento de mulheres no Brasil é muito importante, pois, graças a eles, avançamos em conquistas que certamente não viriam espontaneamente numa sociedade de estrutura patriarcal como a nossa. Até bem pouco tempo, o Código Civil (de 1916) definia a mulher como incapaz, dependente do pai ou do marido. A mulher casada precisava da autorização do marido para viajar, receber herança, trabalhar fora de casa ou adquirir patrimônio. Com relação ao voto feminino, as brasileiras conquistaram este direito, após muita luta e pressão dos movimentos feministas, somente a partir de 1932, período em que a imagem da mulher representava a que realiza trabalhos como enfermeira, professora, secretária e, claro, esposa dedicada ao lar.” Disponível em: < https://www.brasildefato.com.br/2023/03/16/movimento-de-mulheres-e-sua-historia-de-lutas>. Acesso em: 23 de nov. 2023.

Qual foi uma das conquistas destacadas no texto alcançada pelas mulheres no Brasil após lutas e pressão dos movimentos feministas?

a) A igualdade salarial entre homens e mulheres.
b) A autonomia em relação às decisões financeiras no casamento.
c) O direito ao voto, obtido a partir de 1932.
d) A permissão para trabalhar fora de casa sem a autorização do marido.
e) A abolição do Código Civil de 1916 que definia a mulher como incapaz.

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

INDÍGENAS ISOLADOS

A Amazônia brasileira abriga o maior número de povos indígenas isolados conhecidos no planeta. No Brasil, apenas um deles vive fora do bioma, os Avá-Canoeiro, que ocupam porções de Tocantins e Goiás. A Funai contabiliza oficialmente 114 registros da presença desses grupos no país, 28 deles confirmados. Para denominar esses grupos que vivem de maneira autônoma, o Estado brasileiro usa o termo jurídico-administrativo “isolados”. No campo do indigenismo, porém, existem outros: “autônomos”, “resistentes”, “ocultos”, “não contatados”, “em isolamento voluntário” ou “povos livres”. (…) O genocídio provocado pela colonização ajuda a explicar por que eles buscam viver longe da sociedade não indígena. Os povos originários do Brasil, por pouco, não foram completamente exterminados. Estima-se que a colonização tenha provocado a morte de 70% deles. No ano de 1500 a população era de aproximadamente 3 milhões de habitantes, segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai). O número mais baixo, de 70 mil, foi registrado em 1957. Desde então, a população vem crescendo e chegou a 897 mil pessoas, de acordo com o censo do IBGE realizado em 2010. Diante da invasão violenta e do contágio de doenças trazidas pelos europeus, alguns adotaram a fragmentação e o isolamento como estratégia de sobrevivência, refugiando-se, principalmente, em áreas mais remotas com extensas porções de vegetação não desmatada. Como já ocorreu no passado, o contato tem o potencial de dizimar essas populações, cujos sistemas imunológicos são mais suscetíveis a doenças infectocontagiosas. Embora tenham adotado uma estratégia comum de evitar o contato significativo com a sociedade dos colonizadores, esses grupos vivem de maneiras diferentes. Segundo a ONG Survival, alguns não possuem moradia fixa e têm o hábito de circular permanentemente pelo território, sobrevivendo da caça e da coleta de alimentos. Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2022/02/06/quem-sao-os-grupos-indigenas-isolados-brasileiros-e-quais-sao-os-direitos-deles. Acesso em 27 de julho de 2022.) 


a) Os indígenas isolados pertencem a sociedade brasileira? Justifique sua resposta.

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b) Quais os motivos que levaram os indígenas a escolherem o isolamento?

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terça-feira, 22 de junho de 2021

DEMOCRACIA BRASILEIRA

 "A gaúcha Escarlen Moch, de 34 anos, trabalhou durante nove anos no setor financeiro de um pensionato em Porto Alegre. Com o início da pandemia e a interrupção das aulas presenciais, grande parte dos estudantes que alugavam quartos no local voltaram para suas casas, o que fez diminuir drasticamente a renda do estabelecimento. Em janeiro de 2021, Moch foi demitida. Os gestores alegaram problemas financeiros da instituição. Pega de surpresa, Moch enviou currículo para diversos locais durante os seis meses seguintes, mas ainda não conseguiu emprego. “Ser demitida, precisar enviar currículos e observar que há poucas vagas tem me deixado mais nervosa e ansiosa. Tem dias em que é desanimador”, desabafa. Até conseguir novo emprego, o dinheiro da rescisão e algumas reservas financeiras a auxiliam a pagar as contas diárias. “Eu com certeza estaria mais feliz agora se estivesse trabalhando. A diminuição de postos de trabalho durante a pandemia gerou uma perda de bem-estar generalizada na população brasileira. Esse sentimento difuso relatado por Moch, o desânimo, a falta de perspectiva de trabalho, afetou diretamente o que os especialistas definem como “sentimento de felicidade”. Pesquisa do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV Social) mostra que os brasileiros estão mais infelizes durante a pandemia – o índice de felicidade, que era de 6,5 pontos em 2019, baixou para 6,1 em 2020 a sensação de satisfação com a vida presente. Os dados são do Gallup World Poll, que mede, em uma escala de 0 a 10, a felicidade em quarenta países com base em perguntas sobre a satisfação com a vida e emoções diárias. Para o diretor da FGV Social e coordenador do estudo, Marcelo Neri, a pandemia influenciou na diminuição da taxa nacional de felicidade. “Estamos vivendo uma tragédia, as pessoas estão com a sobrevivência ameaçada e perderam entes queridos”, afirma. Mas até na felicidade o Brasil é desigual – a queda na sensação de satisfação ocorreu principalmente entre os 40% mais pobres da população. Antes da Covid-19, a taxa de felicidade nesse grupo chegava a 6,3; baixou para 5,5 durante a pandemia, ou seja, caiu 13%. Já entre os 20% mais ricos, houve um ligeiro aumento na felicidade, de 6,8 para 6,9. Entre os extremos de renda da população brasileira, a diferença no nível de satisfação com a vida, que era de 8% em 2019, subiu para 25,5% no ano seguinte. " Revista Piauí. De acordo com o texto e dos conteúdos debatidos em aula é CORRETO afirmar: 

a) Medir a felicidade da população é uma forma de fake news.

b) A crise do coronavírus modificou a forma como percebamos subjetivamente a democracia brasileira.

c) Apesar da crise econômica, social e política, a democracia brasileira caminha bem.

d) Existe uma tendência de aumente nos níveis de felicidade. 

e) Nenhuma das alternativas anteriores. 


CAPITALISMO

 "O PIB brasileiro cresceu 1,2%. A expansão do trimestre, o terceiro a registrar avanços, após as retrações de 2,2% no primeiro trimestre do ano passado e de -9,2% no segundo, superou as expectativas do mercado financeiro. Na comparação com o primeiro trimestre de 2020, a expansão da economia foi de 1%. O acumulado em 12 meses, entretanto, revela que a retração ainda perdura: comparado ao mesmo período anterior, a queda foi de 3,8%." CartaCapital. É CORRETO afirmar:

a) Apesar da recuperação econômica, o PIB brasileiro ainda não se recuperou plenamente.

b) O crescimento do PIB brasileiro reflete no crescimento do bem-estar social.

c) O capitalismo dependente do capitalismo brasileiro possui o mesmo nível de desenvolvimento econômico que os países centrais do sistema capitalista.

d) O capitalismo brasileiro é considerado como desenvolvido. 

e) Nenhuma das alternativas anteriores. 

quarta-feira, 12 de maio de 2021

CLASSES SOCIAIS NO BRASIL

 "Fiuk faz revelação surpreendente sobre situação financeira: Terceiro lugar no pódio do BBB 2021, Fiuk participou de uma coletiva com a imprensa nesta quarta-feira (05) e, claro, não escapou de perguntas sobre o discurso que fez dizendo que sua família passava por necessidade, o que rendeu muitos memes nas redes sociais.De acordo com o cantor, ele foi tomado pela emoção do momento. “Fui um pouquinho over. A galera não perdoa. Ainda não rolou o momento do sermão [do meu pai Fábio Jr]. Falei rapidinho com ele, estou sem dormir ainda. Não tenho vergonha em dizer que para nós, da classe artística, a pandemia não foi fácil. Sempre vivi de eventos, então sempre me arrisquei. Mexeu muito comigo. Acabei me expondo muito na hora e já vi, inclusive, alguns memes. Fui um pouquinho over, fiquei um pouco emocionado. Acabei me expondo, a gente fica à flor da pele“, disse.Em seu discurso para tentar conquistar o prêmio de R$ 1,5 milhão, o artista revelou que precisou vender carro, guitarra e até um computador. No bate-papo com os jornalistas, ele revelou que, diferente do que muita gente pensa, ele não recebe mesada do pai famoso."<https://rd1.com.br/fiuk-faz-revelacao-surpreendente-sobre-situacao-financeira/> Acesso em 12 mai. 2021. Sobre a posição de classe de Fiuk é CORRETO afirmar:

a) Fiuk possui pouco status social devido sua condição profissional.
b) Fiuk possui capital econômico e isso não trouxe privilegio algum para sua vida artística.
c) Diferente da maior parte da população brasileira, Fiuk, teve oportunidades de classe ao acessar o capital econômico, capital social e capital cultural.
d) Fiuk é da classe trabalhadora. Uma vez, que vive graças ao seu salário.
e) Qualquer brasileiro pode torna-se um Fiuk.