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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

UFPR 2025/2026, GÊNERO, Acumulação primitiva, raça, classe

 “Este processo [o de acumulação primitiva] demandou a transformação do corpo em uma máquina de trabalho e a sujeição das mulheres para a reprodução da força de trabalho. Principalmente, exigiu a destruição do poder das mulheres, que, tanto na Europa como na América, foi alcançada por meio do extermínio das “bruxas”. A acumulação primitiva não foi, então, simplesmente uma acumulação e uma concentração de trabalhadores exploráveis e de capital. Foi também uma acumulação de diferenças e divisões dentro da classe trabalhadora, em que as hierarquias construídas sobre o gênero, assim como sobre a “raça” e a idade, se tornaram constitutivas da dominação de classe e da formação do proletariado moderno.” Federici, S. Calibã e a bruxa. Mulheres, corpo e acumulação primitiva. São Paulo: Editora Elefante, 2017. p. 119. Considerando o trecho dado, sobre a abordagem que Silvia Federici faz do conceito de acumulação primitiva, é correto afirmar: 

A) A acumulação primitiva foi um processo que afetou igualmente homens e mulheres na formação do proletariado moderno, embora as hierarquias de gênero e raça tenham sido importantes para a construção da força de trabalho. 

B) O extermínio das "bruxas" foi um fenômeno religioso que serviu para destruir o conhecimento feminino sobre o corpo e a reprodução e decorreu do fanatismo da Igreja medieval. 

►C) A disciplinarização dos corpos foi um processo violento, e a narrativa homogênea da acumulação primitiva apaga as rebeliões camponesas, resistências das mulheres e lutas anticoloniais contra o capital. 

D) O poder das mulheres foi fundamental no período da acumulação primitiva, pois elas garantiram o controle sobre a reprodução e a medicina popular. 

E) A acumulação primitiva foi um processo econômico que se amparou na concentração de capital, sem o qual a exploração capitalista não teria se consolidado.

sábado, 14 de dezembro de 2024

PDE-PR 2022, Raça, Racismo

 Se a abolição da escravidão foi decisiva para constituição de um pensamento sociológico autêntico no Brasil, é natural que a questão da raça tenha ocupado um lugar privilegiado nas preocupações dos nossos primeiros sociólogos. Em relação aos estudos sobre raça e racismo no Brasil, assinale a afirmativa INCORRETA.

A) A tese da democracia racial enaltece a miscigenação e destaca as influências de cada raça na nossa formação.

--B) Os estudos baseados em argumentos biológicos via a imigração europeia como negativa, pois iria produzir uma sociedade de mestiços.

C) A desmistificação da tese da democracia racial veio ao afirmar que no Brasil o preconceito racial está relacionado a um preconceito de classe.

D) A teoria do branqueamento dominou uma corrente de estudos que incentivava a imigração europeia como forma de melhoramento genético.

Obs.: questão controverso, pois Gobineau via assim e portanto a B estaria correta.

domingo, 10 de novembro de 2024

SEED-PR, PSS 2024, Gilberto Freyre,

 Gilberto Freyre foi um sociólogo e antropólogo brasileiro que teve grande influência na formação da identidade nacional, especialmente através de sua obra “Casa-Grande & Senzala”. Freyre foi um dos principais responsáveis pela difusão da ideia de que o Brasil teria desenvolvido uma “democracia racial”, conceito que sugere uma convivência harmônica entre as raças no país, em contraste com o racismo explícito de outras sociedades. Com base na contribuição de Gilberto Freyre para a construção do mito da democracia racial no Brasil, assinale a afirmativa correta. 

A) Argumentou que o Brasil conseguiu criar uma sociedade igualitária e sem preconceitos raciais graças à segregação entre diferentes grupos étnicos. 

B) Defendeu que o Brasil era uma sociedade rigidamente segregada, sem qualquer mistura racial, o que impossibilitava a convivência pacífica entre as raças. 

C) Sua obra contribuiu para o mito da democracia racial ao sugerir que, apesar da miscigenação, o Brasil ainda enfrentava profundas desigualdades sociais e raciais que precisavam ser combatidas. 

D) Afirmou que a miscigenação no Brasil resultou em uma sociedade onde as relações raciais eram mais harmoniosas, mas essa ideia foi criticada por ocultar as desigualdades e o racismo estrutural existentes.

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Enem 2023-2024, Raça, Etnocentrismo, Eurocentrismo

 ENEM 2023-2024

Superar a história da escravidão como principal marca da trajetória do negro no país tem sido uma tônica daqueles que se dedicam a pesquisar as heranças de origem afro à cultura brasileira. A esse esforço de reconstrução da própria história do país, alia-se agora a criação da plataforma digital Ancestralidades. “A história do negro no Brasil vai continuar sendo contada, e cada passo que a gente dá para trás é um passo que a gente avança”, diz Márcio Black, idealizador da plataforma, sobre o estudo de figuras ainda encobertas pela perspectiva histórica imposta pelos colonizadores da América. 

FIORATI, G. Projeto joga luz sobre negros e revê perspectiva histórica. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 10 nov. 2021 (adaptado). 

Em relação ao conhecimento sobre a formação cultural brasileira, iniciativas como a descrita no texto favorecem o(a) 

A recuperação do tradicionalismo. 

B estímulo ao antropocentrismo. 

C reforço do etnocentrismo. 

D resgate do teocentrismo. 

E crítica ao eurocentrismo.

quarta-feira, 25 de outubro de 2023

SEE - MG (2023): Sartre, Raça, Classe

O preto, como o trabalhador branco, é vítima da estrutura capitalista de nossa sociedade; tal situação desvenda-lhe a estreita solidariedade, para além dos matizes da pele, com certas classes de europeus oprimidos como ele; incita-o a projetar uma sociedade sem privilégio em que a pigmentação da pele será tomada como simples acidente. Mas, embora a opressão seja única, ela se circunstancia segundo a história e as condições geográficas: o preto sofre o seu jugo, como preto, a título de nativo colonizado ou de africano deportado. E, posto que o oprimem em sua raça, e por causa dela, é de sua raça, antes de tudo, que lhe cumpre tomar consciência. Aos que, durante séculos, tentaram debalde, porque era negro, reduzi-lo ao estado de animal, é preciso que ele os obrigue a reconhecê-lo como homem. Ora, no caso, não há escapatória, nem subterfúgios, nem passagem de linha a que possa recorrer; um judeu branco entre os brancos pode negar que seja judeu, declarar-se homem entre homens. O negro não pode negar que seja negro ou reclamar para si esta abstrata humanidade incolor: ele é preto. Fonte: SARTRE, Jean- Paul. Orfeu negro. In: Reflexão sobre o racismo. São Paulo: Difel, 1960, p. 111. 

De acordo com trecho, assinale a afirmativa que interpreta corretamente a concepção de Sartre sobre os conceitos de raça e classe. 

(A) Subestima a experiência histórica como determinante para confirmar a coesão presente no significado de classe. 

(B) Reproduz o discurso de democracia racial ao considerar única a opressão sofrida pelos grupos sociais. 

(C) Estabelece relação entre raça e classe compreendendo sua indissociabilidade para reivindicação de direitos. 

(D) Reduz a noção de raça a classe social ao identificar a opressão aos negros como socioeconômica.

quinta-feira, 30 de março de 2023

DISCRIMINAÇÃO RACIAL

 

A vida de um jovem negro nas periferias do Brasil é marcada por inúmeras dificuldades e desafios que parecem se sobrepor a qualquer possibilidade de sucesso. O cotidiano desses jovens é permeado por problemas financeiros, inveja, falta de oportunidades e discriminação. Eles são obrigados a lidar com a dor da exclusão social, a violência e a falta de perspectivas. A pele escura e o cabelo crespo são marcas da identidade desses jovens, mas também representam uma ferida que nunca cicatriza. Eles estão constantemente em busca de uma cura para as injustiças que sofrem, para a violência que os rodeia e para as limitações impostas pela sociedade. O sucesso é algo que parece distante para esses jovens, que vivem em um mundo onde a lama parece sempre mais próxima que as estrelas. Eles são obrigados a lidar com o preço da cobrança e com a insana vingança que a sociedade lhes impõe. Apesar de tudo, esses jovens sabem quem são seus verdadeiros amigos, aqueles que estão ao seu lado mesmo nas piores situações. Eles carregam um trauma que os impulsiona a buscar uma vida melhor, longe das cadeias e favelas, longe do sangue, das sirenes e das velas. A vida nos bairros periféricos do Brasil é uma agonia constante, mas também uma prova de força e resistência. Os jovens que sobrevivem em meio às honras e covardias das periferias, das vielas e dos cortiços são verdadeiros guerreiros, que lutam todos os dias por um futuro melhor. Eles são o retrato da luta contra a exclusão e a violência, e merecem toda nossa admiração e respeito. ( Texto adaptado. Racionais MC’s, Negro Drama).


Com base no texto apresentado, qual das alternativas abaixo melhor descreve as consequências da discriminação e exclusão social enfrentadas pelos jovens negros nas periferias do Brasil?


a) A discriminação e exclusão social enfrentadas pelos jovens negros nas periferias do Brasil não têm qualquer consequência negativa, uma vez que os jovens afetados não conseguem compreender a extensão do preconceito e continuam vivendo suas vidas normalmente.

b) As consequências da discriminação e exclusão social enfrentadas pelos jovens negros nas periferias do Brasil são limitadas apenas a sua própria vida, sem afetar significativamente suas comunidades e a sociedade em geral.

c) As consequências da discriminação e exclusão social enfrentadas pelos jovens negros nas periferias do Brasil afetam negativamente suas vidas e comunidades, contribuindo para a perpetuação de um ciclo vicioso de pobreza e violência.

d) As consequências da discriminação e exclusão social enfrentadas pelos jovens negros nas periferias do Brasil são irrelevantes, uma vez que as políticas públicas de combate à pobreza e violência já foram implementadas e garantem a igualdade de oportunidades para todos os cidadãos.

e) n.d.a.

quarta-feira, 29 de março de 2023

RAÇA E FENÓTIPO

Sobre a relação entre raça e fenótipo. É correto afirmar que: 

a) A ideia de raça foi criada por cientistas no século XVIII, com base em características biológicas como cor da pele, olhos e cabelos.

b) A ideia de raça foi construída socialmente ao longo do tempo, e o fenótipo tem sido usado como um critério importante para definir as categorias raciais.

c) A ideia de raça surgiu com a expansão europeia no século XV, e o fenótipo foi utilizado apenas posteriormente para categorizar as pessoas em diferentes grupos raciais.

d) A ideia de raça é uma construção social relativamente recente, surgida no século XIX, e não tem relação com o fenótipo.

e) n.d.a.