quinta-feira, 23 de abril de 2026

Karl Marx

 Leia o trecho abaixo de Karl Marx:


“Para o trabalhador, portanto, a separação de capital, renda da terra e trabalho [é] mortal.
A taxa mais baixa e unicamente necessária para o salário é a subsistência do trabalhador durante o trabalho, e ainda [o bastante] para que ele possa sustentar uma família e [para que] a raça dos trabalhadores não se extinga. O salário habitual é, segundo Smith, o mais baixo que é compatível com a mais simples humanidade, isto é, com uma existência animal.
A procura por homens regula necessariamente a produção de homens assim como de qualquer outra mercadoria. Se a oferta é muito maior que a procura, então uma parte dos trabalhadores cai na situação de miséria ou na morte pela fome. A existência do trabalhador é, portanto, reduzida à condição de existência de qualquer outra mercadoria. O trabalhador tornou-se uma mercadoria e é uma sorte para ele conseguir chegar ao homem que se interesse por ele. E a procura, da qual a vida do trabalhador depende, depende do capricho do rico e capitalista.”


Com base no texto, assinale a alternativa correta:


A) O capitalismo garante salários elevados, pois depende da valorização constante do trabalhador.
B) O trabalhador, no sistema capitalista, é reduzido à condição de mercadoria, submetido às leis de mercado.
C) A relação entre capital e trabalho é harmoniosa, baseada na cooperação entre classes.
D) O salário é determinado exclusivamente pela vontade do trabalhador.
E) A oferta de trabalhadores não interfere nas condições de vida da classe trabalhadora.


Resposta correta: B


Karl Marx

 1. “A história de toda a sociedade até aqui é a história de lutas de classes. [Homem] livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, burgueses de corporação e oficial, em suma, opressores e oprimidos, estiveram em constante oposição uns aos outros, travaram uma luta ininterrupta, ora oculta ora aberta, uma luta que de cada vez acabou por uma reconfiguração revolucionária de toda a sociedade ou pelo declínio comum das classes em luta.”

Essa frase de Karl Marx indica que:

A) A história é movida principalmente por ideias filosóficas abstratas.
B) O desenvolvimento histórico ocorre por conflitos entre grupos com interesses opostos.
C) A evolução das sociedades depende apenas de líderes políticos.
D) A história avança de forma aleatória, sem causas sociais definidas.
E) A cultura é o único fator determinante das mudanças históricas.

Resposta correta: B


2. “A religião é o suspiro da criatura oprimida, o ânimo de um mundo sem coração, assim como o espírito de estados de coisas embrutecidos. Ela é o ópio do povo.”

Segundo Karl Marx, essa afirmação sugere que:

A) A religião é sempre prejudicial e deve ser proibida.
B) A religião é a principal forma de conhecimento científico.
C) A religião pode funcionar como consolo que ameniza o sofrimento social, sem eliminar suas causas.
D) A religião é a base de toda organização econômica.
E) A religião é responsável por todas as revoluções sociais.

Resposta correta: C


3. “Os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem segundo a sua livre vontade; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado. A tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos.”

Essa ideia de Karl Marx significa que:

A) Os indivíduos não têm qualquer influência sobre a história.
B) A história é determinada exclusivamente pela vontade individual.
C) Os seres humanos atuam na história, mas dentro de limites impostos por condições herdadas.
D) O passado não exerce nenhuma influência sobre o presente.
E) A história é guiada apenas por fatores naturais.

Resposta correta: C


4. “Os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo... o que importa é modificá-lo”

Essa frase de Karl Marx defende que:

A) A filosofia deve ser apenas contemplativa e teórica.
B) A interpretação do mundo é mais importante do que a ação prática.
C) A reflexão filosófica deve estar ligada à transformação concreta da realidade.
D) O conhecimento não tem relação com a prática social.
E) A mudança social ocorre sem necessidade de pensamento crítico.

Resposta correta: C

terça-feira, 14 de abril de 2026

PODER


 A charge ilustra um anseio presente na sociedade contemporânea, que se caracteriza pela 

A) situação de revolta individual. 

B) satisfação de desejos pessoais. 

C) participação em ações decisórias. 

D) permanência em passividade social. 

E) conivência em interesses partidários. 

DIREITOS

 São considerados direitos civis fundamentais, exceto:

a) Direito à liberdade de expressão.

b) Direito à propriedade privada.

c) Direito à locomoção dentro do território nacional.

d) Direito de exigir do Estado um emprego garantido.

e) Direito à igualdade perante a lei.

CIDADANIA

 A cidadania, em seu sentido amplo, pode ser definida como:

a) O conjunto de direitos políticos que permite apenas o voto em eleições.

b) A condição jurídica de um indivíduo que possui apenas deveres perante o Estado.

c) O exercício pleno dos direitos civis, políticos e sociais, acompanhado do cumprimento dos deveres.

d) A permissão concedida pelo governo para que os indivíduos participem da vida econômica do país.

e) A obrigação de prestar serviço militar e pagar impostos, sem qualquer direito garantido.

CULTURA E SOCIEDADE

 “Em  junho de 1991, os músicos Chico Science – líder da banda Nação Zumbi – e Fred 04 – no comando da banda Mundo Livre S/A – apresentaram em Olinda (PE), um novo ritmo:o “Mangue”,nascido da vontade de “desobstruir as artérias” e buscar o que ainda restava de “fertilidade nas veias do Recife”, cidade onde a população pobre enfrentava enormes dificuldades. No release de imprensa que se transformou em um manifesto de fundação – “Caranguejos com cérebro” – os músicos declararam-se em emergência contra a estagnação, a miséria e o caos urbano da cidade. Inspirado pelo romance “Homens e Caranguejos”, do escritor pernambucano Josué de Castro, o Manguebeat fez do mangue seu lugar referencial: as zonas úmidas, alagadas, quase pantanosas, fronteiriças entre o mar e a terra firme, constituem um dos ecossistemas mais ricos do planeta. Nelas vivem os “homens-caranguejo”, impregnados de lama, que passam a erguer suas antenas para denunciar a realidade social que os asfixia. A saída está em absorver a energia criadora do mangue e injetá-la no Recife exaurido pela pobreza e pela estagnação. Só assim será possível arejar a vida e a cultura da cidade.” Disponível em: <https://novabrasilfm.com.br/musica/manguebeat-o-movimento-que-misturou-maracatu-com-musica-eletronica>. Acesso: 7. abr. 2026.

Do ponto de vista da sociologia da cultura, o movimento Mangue Beat, conforme descrito no texto, pode ser interpretado como uma estratégia de:

A) resgate de uma pureza cultural pré-industrial, por meio da valorização exclusiva das tradições folclóricas nordestinas, em oposição à influência estrangeira.

B) negação do espaço urbano como locus de criação artística, propondo um retorno idealizado às zonas rurais como única forma de resistência à pobreza.

C) utilização da metáfora ecológica do mangue (zona de fronteira, rica e marginalizada) para criticar a estagnação social e articular uma renovação cultural a partir das margens.

D) adoção de uma postura fatalista em relação ao caos urbano, reconhecendo a impossibilidade de transformação da realidade por meio da produção simbólica.

E) separação radical entre cultura erudita e cultura popular, defendendo que apenas a primeira pode oferecer soluções para os problemas sociais da cidade.

ATIVIDADE: DURKHEIM E OS FATOS SOCIAIS

 Sofrimento juvenil na era digital


“A crescente taxa de suicídio entre jovens no Brasil não pode ser entendida de forma isolada, mas analisada a partir do contexto mais amplo de transformações socioeconômicas que o país enfrenta. Este fenômeno, que se manifesta de maneira alarmante, está intimamente ligado à saúde mental dos adolescentes e à constituição de uma nova condição social juvenil. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) revelam que a crise de saúde mental afeta uma proporção significativa de jovens, indicando que o sofrimento psíquico é uma realidade comum entre eles. Os dados mostram que, em cada dez adolescentes, três relatam sentir tristeza de forma persistente. O mesmo número indica que já experimentaram vontade de se machucar. Além disso, quase 20% dos jovens afirmam que a vida não vale a pena ser vivida e mais de 40% relatam irritabilidade constante. Entre aqueles que já se autolesionaram, os índices são ainda mais preocupantes, pois mais de 60% dos jovens nessa situação não veem sentido na vida.

Esses números não são meros detalhes estatísticos, uma vez que revelam como o sofrimento psíquico se apresenta social e amplamente distribuído. Uma condição que antecede e alimenta o aumento das taxas de suicídio entre os jovens.

Quando se observa a totalidade do segmento etário de 15 a 29 anos no Brasil, um em cada cinco jovens não está estudando nem trabalhando. Essa realidade é ainda mais preocupante, pois quase dois terços desses jovens vivem em condições de pobreza. Entre os que não estão em atividades produtivas, cerca da metade é formada por mulheres pretas ou pardas. Isso aponta para a formação de um novo sujeito social coletivo, cuja experiência tem sido marcada pelo contexto histórico específico, caracterizado por desigualdades persistentes.

No passado da transição do Brasil da sociedade agrária para urbana e industrial, a condição juvenil foi sendo estruturada fundamentalmente pela relação objetiva da educação, trabalho e autonomia. O ciclo de elevadas taxas de expansão econômica associada à industrialização e urbanização nacional ofereceu importante previsibilidade nas trajetórias dos jovens, em geral cercadas de importante ascensão social. No entanto, a partir da última década do século XX, o Brasil começou a experimentar a desindustrialização precoce acompanhada pela estagnação da renda per capita e bloqueio à mobilidade social ascendente.

Esse processo conduzido pelo receituário neoliberal terminou por reconfiguras as bases de integração e coesão no interior da nova sociedade de serviços hiperconectada fortemente marcada pela precariedade laboral e horizonte de expectativas de futuro cada vez mais rebaixadas.” Disponível em: https://aterraeredonda.com.br/sofrimento-juvenil-na-era-digital/> Acesso 14 abr. 2026.

“É fato social toda maneira de agir, fixa ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior; ou então ainda, que é geral na extensão de uma sociedade dada, apresentando existência própria, independente das manifestações individuais que possa ter.”  Durkheim. 

De acordo com Émile Durkheim, os fatos sociais são formas de agir, pensar e sentir que se manifestam de forma coletiva, ou seja, são criadas pela sociedade. Além disso, os fatos sociais são exteriores, coercitivos e gerais. 

1.O texto “Sofrimento juvenil na era digital” fala sobre quais fatos sociais? 

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2.Descreva, interprete e explique os fatos sociais citados na questão anterior. 

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“Afinal, há é que ter paciência, dar tempo ao tempo, já devíamos ter aprendido, e de uma vez para sempre, que o destino tem de fazer muitos rodeios para chegar a qualquer parte.” Guimarães Rosa