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terça-feira, 14 de abril de 2026

CIDADANIA

 A cidadania, em seu sentido amplo, pode ser definida como:

a) O conjunto de direitos políticos que permite apenas o voto em eleições.

b) A condição jurídica de um indivíduo que possui apenas deveres perante o Estado.

c) O exercício pleno dos direitos civis, políticos e sociais, acompanhado do cumprimento dos deveres.

d) A permissão concedida pelo governo para que os indivíduos participem da vida econômica do país.

e) A obrigação de prestar serviço militar e pagar impostos, sem qualquer direito garantido.

terça-feira, 5 de agosto de 2025

Cidadania - Decio Saes, THMarshal

 

Leia o texto e responda das questões:

T.H. Marshall define cidadania como participação plena na comunidade política, sustentada pela lealdade a um padrão civilizatório e pelo acesso ao bem-estar. Seu grande legado está na divisão dos direitos estatais em três tipos – civis (liberdade individual e acesso à justiça), políticos (sufrágio e elegibilidade) e sociais (mínimo material garantido) – e na ideia de que eles só se concretizam se houver instituições capazes de sustentá-los (tribunais, sistemas eleitorais, serviços públicos). Marshall descreve a evolução desses direitos como uma escada histórica: no século XVIII surgem os civis, no XIX os políticos e, finalmente, no XX, os sociais.

Apesar dessa progressão aparentemente irreversível, Marshall foi criticado por subestimar o protagonismo das classes trabalhadoras. A obra de Seymour Martin Bendix reforça que, depois de obterem liberdades civis, os operários conquistem assembleias e associações, legalizam sindicatos e partidos de trabalhadores e pressionam governos a criar seguros contra doença, acidente e velhice (Alemanha, 1882–1889) e pensões e seguro nacional (Inglaterra, 1908–1911). Essa mobilização popular foi crucial para expandir o sufrágio universal e instaurar políticas sociais, num processo em que as elites dominaram as regras iniciais mas acabaram cedendo sob pressão.

Por fim, a consolidação dos direitos suscitou reações conservadoras: no século XIX, ideólogos como Benjamin Constant defenderam a “liberdade dos antigos” em oposição à “dos modernos”, retardando o voto universal; a partir dos anos 1930, pensadores liberais como Friedrich Hayek passaram a ver o Estado-Providência e os direitos sociais como ameaças à autonomia individual e à democracia; e, em 1975, Samuel Huntington acusou o aumento das despesas sociais de provocar uma “crise da democracia”. Essas disputas revelam o perpétuo embate entre a expansão cidadã e as resistências das classes dominantes.

 

1) Assinale a alternativa que melhor expressa a definição de cidadania.

A) simples garantia de consumo e produção sem considerar obrigações cívicas

B) atribuição exclusiva de direitos sociais sem vínculo com deveres para com o Estado

C) participação integral do indivíduo na comunidade política, manifestada pela lealdade ao padrão civilizatório e pelo acesso ao bem-estar e à segurança materiais

D) reconhecimento apenas de prerrogativas políticas sem acesso a benefícios materiais

 

2) Qual das opções apresenta corretamente os tipos de direitos que, segundo Marshall, compõem a cidadania?

A) Direitos econômicos, culturais e espirituais

B) Direitos civis, políticos e sociais

C) Direitos coletivos, individuais e religiosos

D) Direitos legais, morais e educacionais

 

3) O que são direitos civis?

A) Direitos relacionados apenas à propriedade privada

B) Direitos que asseguram benefícios sociais e econômicos

C) Direitos que permitem a participação no governo e o voto

D) Direitos que garantem a liberdade individual e o acesso à justiça

 

4) Direitos políticos correspondem a:

A) Prerrogativa de participar do poder político, incluindo elegibilidade e voto

B) Direitos de liberdade de expressão e reunião

C) Acesso a serviços de saúde e educação

D) Garantia de propriedade e contratos

 

5) O que são direitos sociais?

A) Prerrogativa de acesso a um mínimo de bem-estar e segurança materiais

B) Direitos à livre circulação e ao livre pensamento

C) Prerrogativa de eleger e ser eleito

D) Garantia de proteção jurídica e judicial

 

6) O exercício efetivo dos direitos civis, políticos e sociais depende de instituições específicas. Assinale a alternativa que relaciona corretamente cada direito com as instituições necessárias à sua concretização:

A) Civis: advogados especializados, assistência judiciária aos pobres e juízes independentes; Políticos: Poder Judiciário e Polícia garantindo voto e candidatura; Sociais: Estado com aparato administrativo forte para serviços universais.

B) Civis: acesso universal à saúde e à educação; Políticos: partidos organizando eleições; Sociais: empresas privadas oferecendo programas sociais.

C) Civis: aprovação de leis parlamentares; Políticos: financiamento público de campanhas; Sociais: privatização de serviços básicos.

D) Civis: garantia do sufrágio universal; Políticos: advogados eleitorais supervisando votos; Sociais: assistência judiciária gratuita.

 

7) Em debates acerca da cidadania, pondera-se que a simples promulgação de direitos legais não garante a sua efetiva aplicação. Uma crítica recorrente a essa visão enfatiza que ela tende a:

A) Desconsiderar o papel das lutas populares na efetivação dos direitos

B) Atribuir eficácia automática a declarações legislativas

C) Equiparar direitos civis a direitos políticos

D) Reduzir a cidadania ao aspecto econômico

 

8) Considerando o modelo que apresenta a cidadania como uma escada histórica — em que direitos civis, políticos e sociais são conquistados em momentos distintos, apoiando-se mutuamente — e levando em conta a crítica que destaca a necessidade de diferenciar o papel das classes trabalhadoras e das dominantes na dinâmica de criação desses direitos. Assinale a alternativa que melhor reflete esse apontamento crítico.

A) A concessão de direitos sempre é fruto exclusivo da boa-vontade das classes dominantes, sem qualquer intervenção popular.

B) As classes trabalhadoras aproveitam os direitos civis já obtidos para reivindicar, de forma progressiva, novas conquistas em resposta às necessidades materiais criadas pelo capitalismo.

C) A evolução da cidadania se dá unicamente por meio de transformações institucionais neutras em termos de conflito de classe.

D) A extensão dos direitos sociais no século XX ocorreu como reação imediata às revoluções populares e não por meio de reivindicações graduais.

 

9) Após garantidas as liberdades de ir-e-vir e de contratar, as classes trabalhadoras lutaram pelos direitos de reunião e associação. Essa mobilização, no fim do século XIX, levou ao reconhecimento legal de sindicatos e partidos operários.
Em seguida, o movimento impulsionou a instauração do sufrágio universal e a conquista dos primeiros direitos sociais.

Assinale a alternativa que descreve corretamente esse processo:

A) Conquista de aposentadorias integrais como medida inicial de justiça social

B) Reconhecimento jurídico de sindicatos e partidos operários, seguido da expansão do voto e de direitos sociais

C) Criação imediata de um sistema de bem-estar universal antes do sufrágio

D) Extensão das liberdades de ir-e-vir ao clero e aristocracia, sem avanços para os trabalhadores

 

10) Após as revoluções burguesas que instituíram a igualdade jurídica, as classes dominantes mantiveram o sufrágio restrito por censos até a Primeira Guerra Mundial. Em seguida, passaram a argumentar que:1) Restringir o voto protegia as liberdades civis. 2) A democracia política ameaçava essas mesmas liberdades civis. 3) A expansão dos direitos sociais se configurava como perigo ao próprio regime democrático.

Essa sequência de defesas revela:

A) uma estratégia de desqualificação de cada novo conjunto de direitos como inimigo dos anteriores

B) a convicção de que direitos civis, políticos e sociais formam um continuum indissociável

C) a crença de que o sufrágio universal conduz inevitavelmente à construção de um Estado-Providência

D) a ideia de que a democracia plena deve preceder a garantia das liberdades individuais

segunda-feira, 9 de junho de 2025

Cidadania, comunicação

 Agressividade disfarçada: como reconhecer o comportamento passivo-agressivo

 

Sibele Oliveira

Colaboração para o VivaBem

16/01/2020 04h00

 

Em vez de uma explosão de fúria, uma piada, um deboche, uma indireta, palavras dúbias ou um silêncio total. Você já se pegou agindo assim ou conhece alguém que se comporta desse jeito quando é contrariado? São reações típicas do comportamento passivo-agressivo. Quem convive com uma pessoa passivo-agressiva sofre muito, sobretudo quando essas reações são frequentes. "Trata-se de um transtorno de personalidade com um comportamento quase sempre de vitimação nas relações interpessoais, mas dissimulam uma agressividade, criando ambientes desfavoráveis para convivência", explica Ligia Costa Leite, professora do Instituto de Psiquiatria da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

 

Alguns indícios ajudam a identificar o comportamento dessas pessoas. Elas costumam dizer frases conciliadoras como "Tudo bem, eu te entendo", "Não precisa se preocupar" ou "Eu só queria ajudar", mas sempre com um tom de agressividade na voz ou um olhar de raiva, o suficiente para encerrar qualquer possibilidade de conversa. Quem recebe esse tratamento, fica com a sensação de que a situação ficou mal resolvida. E às vezes até sente culpa pelo que aconteceu.

 

Ou seja, o passivo-agressivo age de uma maneira calculada para que esse tipo de dúvida fique no ar. Acaba sendo uma violência pior do que se fosse cometida às claras, pois não é possível saber o que se passa na mente de quem a comete. E é um comportamento mais comum do que se possa imaginar. Tanto nos relacionamentos amorosos e no ambiente profissional, quanto entre familiares ou amigos.

Em geral, são as pessoas submissas que extravasam raiva, frustração, teimosia, irritação e mau humor de forma aparentemente passiva. Um comportamento que, na realidade, é tão agressivo quanto um grito ou outras expressões violentas. Elas usam a ambiguidade como se fosse uma peça estratégica num jogo de xadrez para levar os demais a fazerem suas vontades.

 

Isso não quer dizer que elas são necessariamente movidas pela maldade. Muitas vezes, agem com a intenção de evitar conflitos. Em outras, é a desconfiança em relação ao outro que as faz agir com hostilidade.

 

O que leva alguém a ser assim?

Segundo Carlos Remor, psicanalista e professor da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), a passivo-agressividade geralmente tem origem na infância e permanece na vida adulta. "A pessoa não consegue sair do comportamento infantil. Age como uma criança que, tamanho é o culto de si mesma, não reconhece o outro". O especialista diz que o passivo-agressivo costuma acusar outras pessoas do que ele mesmo faz, assim como as crianças.

 

Outra possibilidade é que o excesso de cuidado e de proteção na infância esteja por trás desse modo de ser. Crianças que têm todos os seus pedidos atendidos aprendem a manipular os adultos para que continue sendo assim. Não sabem agir de forma equilibrada quando passam por situações adversas.

 

O passivo-agressivo também pode ter sido criado por pais ou responsáveis que tinham por hábito repreendê-lo o tempo todo. Ou que praticavam maus-tratos justificando que eram castigos necessários para proporcionar uma boa educação. Nesse caso, o medo de reviver as experiências do passado faz com que a pessoa use as agressões disfarçadas como escudo.

 

Violência que causa sofrimento Na maior parte das vezes, o comportamento passivo-agressivo é inconsciente, de acordo com Leite. Mas isso não exime a pessoa da responsabilidade pelo mal que causa a quem está ao redor. "Mesmo que ela não tenha clareza do que faz, não deixa de ser responsável por isso", afirma Remor. Na cabeça do passivo-agressivo, ele é a vítima, porque se sente afrontado, prejudicado, ressentido ou abandonado. Por isso, arquiteta uma vingança e ataca quem considera que causou esses males.

 

Um exemplo clássico de como isso acontece é quando marcamos um encontro com alguém e, de repente, o compromisso é cancelado sem nenhuma explicação. Além do silêncio, acrescenta o psicanalista, o passivo-agressivo atinge seus alvos com ironias, sarcasmos, hesitações, lapsos intencionais, censuras que servem para os outros e nunca para ele mesmo, demonstrações intimidatórias, reações emocionais de cólera e regras que cria de acordo com a circunstância.

 

Em outras palavras, essas pessoas têm um arsenal de instrumentos para lidar com quem reprovam por algum motivo. Leite enumera alguns. "Ser dissimulado, manipulador e encenar atos para chamar a atenção ou mudar a posição de alguém da convivência". Essas ferramentas são usadas com o objetivo de assumir o controle da situação.

 

Qualquer um de nós pode se comportar de forma agressiva uma vez ou outra. Mas há uma nítida diferença em relação à agressividade passiva, principalmente nos casos onde ela é mais intensa. "Todo mundo, quando provocado, reage. Se houver um pedido de desculpa ou se isso não for frequente, é suportável. Mas se não for assim, se torna insuportável", compara Remor.

 

Como conviver com o passivo-agressivo

 

Não é fácil lidar com pessoas que têm esse comportamento, principalmente se convivemos com elas diariamente. É doloroso e desgastante viver tentando descobrir o porquê de determinadas condutas, questionando se não somos nós os culpados por atitudes que invariavelmente geram mal-estar ou brigas. Se for possível, o bom mesmo é se afastar de quem torna o ambiente tóxico.

 

Mas nem sempre existe essa opção, como quando o passivo-agressivo é o seu chefe ou alguém da família, por exemplo. Nesse caso, a recomendação é não fazer o jogo dele. "Não dar chance, munição para o outro. Dizer poucas palavras e não querer revidar tudo, muito menos no momento. É bom se preparar porque a pessoa vem com tudo premeditado", aconselha Remor. Pensar antes responder e tentar colocar limites no relacionamento são outras estratégias para tentar facilitar o convívio.

 

Se você for passivo-agressivo, o melhor caminho é procurar uma terapia. "Mas isso pressupõe um desejo da pessoa de mudar o seu comportamento", diz Leite. Ter consciência do problema é o primeiro passo do tratamento. Também ajuda falar sobre os seus sentimentos, se questionar por que age dessa maneira, procurar ser honesto, não prometer algo que não pretende cumprir e não interpretar as atitudes alheias como ataques pessoais.

Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/01/16/agressividade-disfarcada-como-reconhecer-o-comportamento-passivo-agressivo.htm

 

1) Qual das opções a seguir descreve um comportamento típico do passivo-agressivo, de acordo com o texto?

a) Uma explosão de fúria com gritos e ofensas diretas.

b) Expressar descontentamento através de piadas, silêncio total ou indiretas.

c) Discutir abertamente os problemas e buscar soluções conjuntas.

d) Assumir a responsabilidade por seus atos e pedir desculpas prontamente.

 

2) Segundo Ligia Costa Leite, professora do Instituto de Psiquiatria da UFRJ, qual é uma característica marcante do transtorno de personalidade passivo-agressivo?

a) Comportamento de vitimização dissimulando agressividade nas relações interpessoais.

b) Transparência total em suas emoções e intenções.

c) Tendência a evitar qualquer tipo de conflito a todo custo, sem expressão de raiva.

d) Habilidade em resolver problemas de forma assertiva e direta.

 

3) O texto menciona que o comportamento passivo-agressivo é, na maioria das vezes, inconsciente. Apesar disso, qual é a responsabilidade da pessoa que age dessa forma?

a) Nenhuma, pois a inconsciência exime a pessoa da culpa pelo mal causado.

b) Apenas se a pessoa tiver clareza do que faz, caso contrário, não há responsabilidade.

c) A pessoa é responsável pelo mal que causa a quem está ao redor, mesmo que não tenha clareza de suas ações.

d) A responsabilidade recai unicamente sobre quem "provoca" o comportamento.

 

4) De acordo com Carlos Remor, psicanalista e professor da UFSC, qual é uma das possíveis origens da passivo-agressividade?

a) Ausência total de cuidados na infância.

b) O excesso de cuidado e proteção na infância, que ensina a manipular adultos.

c) Experiências de vida adultas traumáticas e isoladas da infância.

d) O comportamento de pais que nunca repreendiam os filhos.

 

5) Quando o passivo-agressivo é alguém com quem não é possível se afastar (como um chefe ou familiar), qual é a recomendação do texto para lidar com a situação?

a) Fazer o jogo da pessoa, revidando na mesma moeda e gerando mais conflito.

b) Ignorar completamente a pessoa, cortando qualquer tipo de comunicação.

c) Não dar munição para o outro, usar poucas palavras e tentar colocar limites no relacionamento.

d) Tentar descobrir a todo custo o motivo do comportamento, questionando-se constantemente.

 

6) Qual é a principal diferença apontada no texto entre um comportamento agressivo ocasional e a agressividade passiva mais intensa?

a) A agressividade ocasional nunca é suportável, enquanto a passiva é sempre.
b) A agressividade ocasional é suportável se houver pedido de desculpa ou não for frequente, o que não acontece com a passiva intensa.

c) A agressividade passiva sempre envolve gritos, enquanto a ocasional é silenciosa.

d) A agressividade ocasional é sempre premeditada, e a passiva nunca.

domingo, 10 de novembro de 2024

SEED-PR, PSS 2024, Cidadania

 A cidadania no Brasil passou por diferentes fases de desenvolvimento, refletindo as mudanças sociais, políticas e econômicas do país. A partir da Proclamação da República, em 1889, o conceito de cidadania começou a ser ampliado, mas foi especialmente ao longo do século XX, com a Constituição de 1988, que se consolidaram direitos civis, políticos e sociais. A Constituição de 1988, também conhecida como “Constituição Cidadã”, foi fundamental para a ampliação dos direitos de cidadania no Brasil, ao garantir, entre outros aspectos, o direito universal ao voto, a proteção dos direitos humanos e: 

A) A organização de um sistema público de saúde com acesso universal, independentemente da condição socioeconômica dos cidadãos..

B) A descentralização do poder político, que favoreceu a autonomia das regiões menos desenvolvidas e ampliou o acesso aos direitos civis. 

C) O fortalecimento das prerrogativas regionais, permitindo que cada estado implementasse suas próprias políticas de saúde, educação e segurança pública. 

D) O incentivo à participação política através de mecanismos que privilegiaram a atuação de movimentos sociais locais em detrimento de instituições nacionais.

segunda-feira, 25 de março de 2024

Enem, Cidadania, Grécia Antiga

 

(ENEM 2019) A soberania dos cidadãos dotados de plenos direitos era imprescindível para a existência da cidade-estado. Segundo os regimes políticos, a proporção desses cidadãos em relação à população total dos homens livres podia variar muito, sendo bastante pequena nas aristocracias e oligarquias e maior nas democracias.

CARDOSO, C. F. A cidade-estado clássica. São Paulo: Ática, 1985.

Nas cidades-estado da Antiguidade Clássica, a proporção de cidadãos descrita no texto é explicada pela adoção do seguinte critério para a participação política:

A) Controle da terra.

B) Liberdade de culto.

C) Igualdade de gênero.

D) Exclusão dos militares.

E) Exigência da alfabetização.

quarta-feira, 25 de outubro de 2023

O Analfabeto Político, Bertold Brecht, Política, Cidadania

O ANALFABETO POLÍTICO (adaptado)

O pior analfabeto é o analfabeto político.

Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. 

Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. 

 

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o tolo que, da sua ignorância política, nasce a mulher pobre, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio dos exploradores do povo.

Bertolt Brecht

 

VOCABULÁRIO

Estufar – Inflar, encher

Vigarista – Aquele que, através de um ato de má-fé, tenta ou consegue lesar ou ludibriar outrem, com o intuito de obter para si uma vantagem; embusteiro, trapaceiro

Pilantra – Pessoa de mau caráter; desonesto.

Lacaio - Indivíduo servil, que se humilha para conseguir favor ou vantagem; capacho

SOBRE O AUTOR

 

Bertolt Brecht (1898-1956) foi um dramaturgo, romancista e poeta alemão. Sua obra fugia dos interesses da classe dominante e visava esclarecer as questões sociais da época.

 

 

1) Quem é o pior analfabeto segundo o texto?

A) Aquele que não sabe ler e nem escrever.

B) Aquele que não se interessa por política.

C) Aquele que não sabe interpretar textos nem realizar operações matemáticas.

D) Aquele que não muda de opinião mesmo que os fatos o contradigam.

 

2) Sobre a importância de acompanhar decisões políticas, assinale a alternativa INCORRETA.

A) Ter uma percepção crítica do impacto delas no custo de vida no dia a dia.

B) Conformar-se com as decisões pois foram definidas legalmente.

C) Compreender como as decisões políticas afetam diretamente a sociedade e a vida das pessoas.

D) Participar ativamente da política para promover mudanças positivas e evitar injustiças.

 

3) Por que o analfabeto político é considerado burro?

A) Porque apenas os políticos são espertos.

B) Porque ele tem orgulho de não se interessar por política.

C) Porque ele entende como a política afeta sua vida.

D) Porque ele se informa sobre questões políticas.

 

4) Qual das alternativas abaixo NÃO é consequências de um povo que não se interessa por política?

A) Paz e ordem na sociedade.

B) Miséria para o povo que é explorado sem saber.

C) Desigualdade e injustiça sociais.

D) Ausência de representação e voz nas decisões políticas.

 

5) As alternativas abaixo expressam qual é o pior bandido segundo o poema, EXCETO:

A) Aquele que rouba o povo ou que serve àqueles que exploram o povo.

B) O pior bandido é o que assalta à mão armada.

C) Aquele que se aproveita da ignorância política do povo.

D) Aquele que manipula e explora os cidadãos para benefício próprio.