O segundo governo de Getúlio Vargas (1951-1954) foi marcado por profundas contradições políticas, econômicas e sociais que culminaram em uma crise estrutural e em seu trágico desfecho. Sob uma perspectiva sociológica, essa crise reflete as tensões inerentes ao processo de modernização conservadora no Brasil, onde avanços sociais conviviam com arranjos políticos autoritários e dependência econômica. Getúlio Vargas retornou ao poder em 1951 por meio de eleições democráticas, em um contexto de intensificação das lutas trabalhistas, crescimento urbano e industrialização. Seu projeto nacional-desenvolvimentista buscava conciliar os interesses de trabalhadores urbanos, empresários industriais e capital internacional. No entanto, essa conciliação se mostrou frágil diante de: pressões de grupos antagônicos, inflação e dependência externa, conflito entre projetos de nação.
Considerando o texto e os conhecimentos sobre a Era Vargas, a principal razão sociológica para o fracasso dessa conciliação foi:
A) A ausência de conflitos entre elites e trabalhadores, o que desmobilizou a base política de Vargas.
B) A recusa de Vargas em adotar políticas nacionalistas, como a criação da Petrobras, alienando setores progressistas.
C) A incapacidade de mediar interesses antagônicos em um contexto de pressões inflacionárias, dependência externa e disputas entre projetos nacionais conflitantes.
D) O apoio irrestrito dos Estados Unidos ao governo Vargas, que eliminou as tensões com o capital internacional.
E) A predominância de uma agenda liberal clássica, que rejeitava intervenção estatal na economia e nas relações trabalhistas.
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