Texto I
“A Independência do Brasil não foi fruto de uma ruptura radical com a ordem colonial, mas sim de uma transição negociada pela elite agrária, que manteve seus privilégios. A estrutura social baseada na grande propriedade rural e no trabalho escravizado permaneceu intocada, fundamentando o poder da nova classe dirigente.”(CARVALHO, J. M. A Construção da Ordem: a elite política imperial)
Texto II
“A Constituição outorgada de 1824 estabeleceu um Estado centralizado, com o Poder Moderador nas mãos do Imperador. Este instrumento legal garantia, na prática, o controle da coroa sobre os outros poderes, criando um equilíbrio entre as frações das elites regionais e o poder central.”(FAORO, R. Os Donos do Poder)
Com base na análise dos textos e nos conhecimentos de sociologia sobre a formação do Estado nacional brasileiro, é correto afirmar que o período imperial (1822-1889) caracterizou-se pela:
A) Implementação de uma democracia radical, que estendeu o direito de voto a todos os homens adultos, incluindo os escravizados, promovendo uma ampla participação popular.
B) Consolidação de um projeto de nação que rompeu completamente com as estruturas socioeconômicas do período colonial, instituindo uma república federativa descentralizada.
C) Manutenção de uma profunda exclusão política da grande maioria da população, com a concentração de poder nas mãos do Imperador e de uma elite agrária escravista.
D) Dissolução das bases latifundiárias do poder, graças à reforma agrária implementada pelo Imperador D. Pedro I, que redistribuiu terras para imigrantes e ex-escravos.
E) Transferência efetiva do poder político das mãos do Imperador para as Câmaras Municipais, tornando-as as principais instâncias decisórias do novo Estado.
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