“O viajante não deve fazer generalizações de imediato, independentemente de quanto a sua compreensão seja verdadeira – e do quão sólido seja o seu conhecimento de um ou mais fatos. [...] enquanto os viajantes continuarem a negligenciar os meios seguros e acessíveis a todos para fazer generalizações e enquanto continuarem criando teorias a partir da manifestação de mentes individuais haverá pouca esperança de inspirar os homens com o espírito de imparcialidade, o respeito mútuo e o amor, isto é, com os melhores meios de iluminar a visão e de retificar a compreensão.” Daflon, V.; Sorj, B. (Orgs.). Clássicas do Pensamento Social: mulheres e feminismos no século XIX. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2021. p. 27. Com base no trecho e na alegoria do viajante proposta por Harriet Martineau, na observação do mundo social, é correto afirmar:
A) A autora defende que a intuição individual e a empatia emocional são os meios legítimos de generalização.
B) De acordo com Martineau, a verdadeira compreensão nasce da conexão espiritual entre o viajante e os observados.
C) A passagem assevera que devem ser evitados julgamentos sobre outras sociedades, ainda que haja evidências, pois generalizações são opressivas.
►D) O trecho representa a crítica de Martineau à generalização pelo senso comum, defendendo que o conhecimento válido exige métodos acessíveis, verificáveis e imparciais.
E) Martineau se mostra favorável à ideia de que se pode conhecer a sociedade de forma espontânea, o que garantiria uma mentalidade aberta frente às diferenças culturais.
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